Biografia de João Gilberto Noll ganha lançamento na FestiPoa dia 16 de maio

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

Flavio Ilha exalta a profunda admiração por João Gilberto Noll. O jornalista e escritor é leitor de Noll desde seu primeiro livro, O cego e a dançarina, de 1980. Em menor ou maior intensidade, acompanhou de perto seu trabalho, mas só foi conhecê-lo pessoalmente em 2016, ao cursar uma de suas oficinas literárias. Nesta ocasião os dois iniciaram um processo juntos: Flavio propôs a produção de um documentário sobre sua história literária, que seria feito a partir das tradicionais caminhadas do escritor no centro da cidade de Porto Alegre, e também de leituras de trechos de seus livros por pessoas convidadas. “Noll inclusive já havia selecionado alguns trechos para ler, estava empolgado, mas morreu antes de conseguirmos dar início ao projeto. Como não seria possível fazer o trabalho sem ele, decidi transformar em uma biografia. Comecei aos poucos, tateando, procurando pessoas. Só engrenou mesmo em 2019”, afirma Flávio Ilha, autor da biografia João aos pedaços, que terá lançamento na FestiPoa Literária dia 16 de maio, às 16h, pelas redes sociais do evento. O livro já está em pré-venda e pode ser adquirido neste site (link externo). Na pré-venda, o exemplar tem 25% de desconto sobre o preço de capa de R$ 60, ou seja, custa R$ 45.

Foram dezenas de entrevistas com Noll realizadas em Porto Alegre, no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte. A pesquisa se estendeu a cartas e documentos. “Foi bem intenso, às vezes pensei em desistir, mas acredito que o Noll merece essa biografia e então toquei em frente. Não imagino que seja uma pesquisa definitiva, acredito que muita coisa ainda possa ser desvendada sobre a vida dele. Espero que inspire outros autores a isso”, afirma Ilha, que escreveu uma biografia não convencional, com início, meio e fim. O autor deixou de lado as preocupações acadêmicas e procurou não fazer um estudo teórico, e sim desvendar a vida discreta do Noll sem entrar em detalhes pessoais que só interessavam a ele.

João Gilberto Noll era um sujeito reservado e um tanto avesso à vida social. O lançamento da coletânea Roda de Fogo (1970) em São Paulo, marcou sua estreia em livro. No final deste mesmo ano, Noll teve de deixar a capital paulista, para onde havia se transferido, devido a seu envolvimento com a organização de Carlos Lamarca. Embora não fosse membro e nem defendesse a luta armada, Noll colaborava com a VPR dando apoio logístico a militantes clandestinos. Rastros do verão (1986) foi o único livro do escritor lançado por uma editora do Rio Grande do Sul – a L&PM. Noll sempre viveu modestamente devido à sua opção incondicional pela escrita. Publicou treze livros e recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Prêmio Jabuti em cinco ocasiões: em 1981, 1994, 1997, 2004 e 2005. Seu romance Harmada está incluído na lista dos 100 livros essenciais brasileiros em qualquer gênero e em todas as épocas da Revista Bravo.

Sobre o autor
Flávio Ilha é jornalista, escritor e editor, autor de Longe daqui, aqui mesmo (2018) e Ralé (2019), finalista do prêmio Açorianos em 2020.

João aos pedaços
Flávio Ilha
270 p.
R$ 60
Diadorim Editora
Compre aqui (link externo)

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