Atividade especial prepara público e autoras para o I Festival do Mulherio das Letras RS
Edição: Vitor Diel
Arte: Reprodução
Um debate sobre o tema Etarismo e literatura vai inaugurar no domingo, 08 de março, a programação do I Festival do Mulherio das Letras RS, que vai ocorrer de 19 a 22 de março. O “esquenta” será realizado de forma híbrida, a partir das 17h, na sede da ONG Cirandar (R. Duque de Caxias, 1297 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS) e com transmissão no canal do Mulherio RS no YouTube.
No domingo, participarão on-line da mesa de debates as escritoras Adriane Garcia (MG) e Maria Valéria Rezende (PB) e, presencialmente, no Cirandar, a escritora Maria Alice Bragança, com mediação da escritora Laís Chaffe.
Adriane Garcia é poeta, nascida e residente em Belo Horizonte. Publicou Fábulas para adulto perder o sono (Prêmio Paraná de Literatura 2013), O nome do mundo (2014), Só, com peixes (2015), Embrulhado para viagem (2016), Garrafas ao mar (2018), Arraial do Curral del Rei – a desmemória dos bois (2019), Eva-proto-poeta (2020), Estive no fim do mundo e me lembrei de você (Selo Altamente Recomendável FNLIJ 2022) e A bandeja de Salomé (2022).
Uma das fundadoras do Mulherio das Letras nacionalmente, Maria Valéria Rezende nasceu em Santos, São Paulo, onde viveu até os 18 anos. Em 1965, entrou para a Congregação de Nossa Senhora, Cônegas de Santo Agostinho. Dedicou-se sempre à educação popular, primeiro na periferia de São Paulo e, a partir de 1972, no Nordeste, vivendo em Pernambuco e depois na Paraíba, no meio rural, até 1986 e, desde então, em João Pessoa, onde mora até hoje. Entre outros, publicou O voo da guará vermelha, Quarenta dias (vencedor dos prêmios Casa de las Américas, São Paulo de Literatura e Jabuti), Outros cantos (Prêmio São Paulo de Literatura), Carta à rainha louca (Prêmio Oceanos) e Modo de apanhar pássaros à mão.
Maria Alice Bragança é poeta e jornalista. Nasceu em Porto Alegre, onde vive. É autora dos poemários Quarto em quadro (1986), Cartas que não escrevi (2019), Misterioso pássaro (haicais, 2021) e Escutar é lento (2024). Participou de antologias e publicações literárias no Brasil, Cabo Verde, Chile, Espanha, México, Peru e Portugal. Seus poemas e haicais foram traduzidos para o aimará, espanhol, inglês e japonês. É vice-presidenta Administrativa da Associação Gaúcha de Escritores (AGES), 2025/2026.
Laís Chaffe é escritora, poeta, diretora, roteirista e produtora executiva do documentário de longa-metragem Mesmo que tudo dê errado, já deu tudo certo (2022), com Maria Valéria Rezende. É autora de Segue anexa minha sombra (prêmios Livro do Ano de Poesia da AGES e de melhor livro de poemas da ALR), entre outros. Criou o grupo Mulherio das Letras RS no facebook e é uma das articuladoras do movimento no estado e no Brasil.
A programação completa do I Festival do Mulherio das Letras RS será anunciada no evento de 8 de março. No mesmo dia, serão abertas as inscrições gratuitas através de formulário nas redes sociais do Mulherio RS e do Cirandar.
O festival é uma realização do Mulherio das Letras RS em parceria com o Cirandar e o Ministério da Cultura, via emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna.
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