Em ‘As Línguas são para outras coisas’, a poeta Claudia Schroeder dialoga com autoras de sua geração ao refletir sobre até onde vai a liberdade da mulher para o prazer, a sexualidade, a maternidade e outros temas contemporâneos
Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre foto de divulgação
O erotismo dos poemas da gaúcha Claudia Schroeder ganha nova dimensão em seu terceiro livro. As línguas são para outras coisas, já em pré-venda pelo site da Editora Taverna, coloca a mulher como dona de seus desejos e prazeres. Assim, o que há bem pouco tempo poderia ser visto como mera fantasia ou fetiche, reveste-se de contornos subversivos. O livro será lançado no sábado, 13 de agosto, a partir das 16h30, na Livraria Taverna (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS). Na ocasião, haverá leitura de poemas e pocket show de Valéria Barcellos.
As línguas são para outras coisas nos lembra que esse é um processo bonito, pois por ele desfilam paixões e amores também inevitáveis e traições a que todos, em algum momento, cedemos. Um livro que aponta para as vontades – secretas, subjetivas, contraditórias – da nossa vida comum.
“O que me atrai na poesia de Claudia Schroeder é a sua extrema habilidade e elegância ao percorrer cenas e alvos almejados. Situações supostamente corriqueiras ganham brilho, viram joias desejadas. A autora nos dá imagens fortes e, com maestria, nos excita, nos relembra e adverte. Digo <nos relembra> ; pois, inesperadamente, me vi tomada por emoções e latejos já guardados no tal cofre… Na sua mão, tudo vira prova irrefutável do que afirma”, comenta Marina Lima sobre a obra.
Sobre a autora
Claudia Schroeder nasceu em 1973, em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul. Em 2010, foi classificada no Prêmio Off Flip de Literatura com o poema Casamento e no 9º Concurso Literário Guemanisse com os poemas Na boca e Pálpebras. No mesmo ano, lançou o livro Leia-me Toda (Dublinense, 2010), agraciado com o 3º lugar no Prêmio Fundação Biblioteca Nacional e que, com sua capa em braile, foi finalista no Prêmio Açorianos de Literatura. A autora também foi premiada com o 2º lugar no Concurso Nacional de Poesia Helena Kolody com o poema Jantar que acabou sendo publicado na coletânea portuguesa A poesia é para comer (editora Babel), ao lado de nomes como Hilda Hist e Chico Buarque de Holanda. Em 2018, Claudia invadiu o universo infantil com o livro A menina que descobriu o sol (editora Kazuá), onde a autora chama a atenção, de forma lúdica, sobre a importância de usar protetor solar desde cedo. Em 2021, lançou As Partes nuas (Francisco Alves)

As línguas são para outras coisas
Claudia Schroeder
144 p.
Editora Taverna
R$ 54,90
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