Do livro ao palco

Mariza López lança ‘Vim pra Sujar o Branco do Dia’ e Coletivo Artístico da Pedra Redonda apresenta espetáculo inspirado na poesia da escritora

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio

No dia 27 de outubro, às 19 horas, no Teatro Oficina Olga Reverbel – Multipalco Eva Sopher (Theatro São Pedro) estreia o espetáculo Vim pra Sujar o Branco do Dia, inspirado no livro homônimo da escritora Mariza López. A entrada é 1kg de alimento não-perecível que serão doados aos desabrigados da Ilha do Pavão.

Com direção musical de Pedro Borghetti, a apresentação do Coletivo Artístico da Pedra Redonda é norteado pelos poemas musicados de Mariza. Estarão presentes Venâncio da Luz Sexteto (Bibiana Turchello, Jean Gody, Gabriel Romano, Lucas Fê, Tamiris Duarte e Venâncio da Luz), interpretação de Stephanie Soeiro, Jordana Henriques, Paola Kirst, Isabelle Mottini e Simone Mulher, e as participações de Jorginho do Trompete, Dionísio Souza, Thayan Martins, Eliseu Bozzetto e Adelamir Neto.

E neste dia Mariza López vai autografar o livro Vim pra Sujar o Branco do Dia no saguão do Multipalco. Editado por Roberto Schmitt-Prym, o título traz na capa a ilustração de Will Cava. O livro traça narrativas de temática amorosa, endossado pelo diálogo intertextual com letras da canção que cantam e lamentam a situação do afeto com a mesma dimensão.

“Mariza López escreve para cantar ou escreve como quem canta”, constata Diego Petrarca no prefácio. “O que o leitor verá são poemas que seguem as pegadas dos batimentos cardíacos, escritos como se o coração usasse um megafone, declarando um lirismo desbravado. Desde as primeiras páginas do livro de Mariza López, revela-se a força de um discurso escrito com a navalha que abre o vinco por onde o amor se inflama e, por isso mesmo, é capaz de sujar o branco com seu canto.”

Sobre a autora
Mariza López
nasceu em Cacequi, RS, com licenciatura e bacharelado em Letras – em Língua Portuguesa e Inglesa e Literatura Brasileira e Portuguesa (FAPA, 1974); pós-graduação em História da Arte (FAMUPA, 1983), tendo sido professora de Português, Literatura e Inglês e se aposentado na Escola Júlio de Castilhos. A autora já publicou Claustro (Redacta, 1978), Aldeia (Grafosul, 1982), Viamão – Arquitetura Barroco-Colonial (Libretos,2022) e este é seu quarto livro. Consta do Dicionário de Mulheres, de Hilda Hubner Flores (Nova Dimensão, 1999); teve três crônicas selecionadas no Blog Nao-til, de Jorge Furtado, e duas crônicas selecionadas no blog luso-brasileiro Bestiário (2004), sendo avaliadora em concursos literários de Viamão.

Sobre o diretor musical
Pedro Borghetti é natural de Porto Alegre e lançou seu segundo álbum recentemente, PENDENGA, junto do trio CeronFlachNeves. Em 2019, com o primeiro trabalho, Linhas de Tempo, levou o Prêmio Açorianos de Música de Melhor Compositor MPB. Em 2020, lançou um álbum com o quarteto OBSP e em 2021 produziu quatro videoclipes de músicas autorais inéditas através do projeto Tempo de Sina. O compositor começou a se envolver com a arte desde cedo nos camarins dos pais, brincando com os figurinos, os cases e instrumentos. Inicialmente aderiu aos instrumentos de percussão, como bombo leguero, cajon e sapateado. Com oito anos de atuação no grupo de dança de sua mãe, Cadica Cia. de Dança, participou de festivais internacionais de folclore em países como Chile, China, Portugal e Rússia. Há alguns anos acompanha seu pai nos espetáculos, tocando bombo leguero no Renato Borghetti TRIO. Desde 2018 integra o coletivo de artistas, selo e estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre.

Sobre o coletivo
A Pedra Redonda é um coletivo artístico-cultural que nasceu em espiral ao redor dos botões mágicos do técnico de áudio e produtor musical Wagner Lagemann, na casa/estúdio da Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre/RS.

Vim pra Sujar o Branco do Dia
Mariza López
130 p.
R$ 46
Editora Bestiário

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