Editora Território das Artes homenageia Luciano Alabarse em livro

Obra coletiva, ‘Arca de Experimentações’ terá lançamento dia 22 de outubro

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

A Editora Território das Artes prepara o lançamento do novo livro da coleção Arcas. O 11º lançamento da série, chamado Arca de Experimentações, reúne 26 autores em uma homenagem ao diretor teatral Luciano Alabarse. Mais do que um homem de teatro, Alabarse é um ativista das artes cênicas e tem trabalhado duro ao longo de décadas em espetáculos de teatro, montagens musicais, festivais como o Porto Alegre em Cena, e tantos outros eventos culturais. O lançamento ocorre no dia 22 de outubro, a partir das 18h30, no Pueblo – Casa Mexicana (Av. Ijuí, 147 – Porto Alegre/RS).

Versos, prosa, ensaios integram esta publicação primorosa. Aqui, resistir é o verbo, posto que a vida e arte não cabem em caixas ou receitas. A aprendizagem se realiza em processos infinitos de experimentação tanto na arte quanto na vida. Para ambas é imprescindível a coragem – uma das características marcantes do homenageado desta edição. “A Arca que homenageia Luciano Alabarse traz junto o conceito de experimentação para fazer jus à sua movimentada trajetória. Não por acaso, ele encadeia verbos de ação em vários momentos, no texto aqui publicado. Tal procedimento permite acompanhá-lo na dança estética que compôs/compõe enquanto projeto de vida. É por esses caminhos que tenta alcançar o tom exato do grito de homens, de mulheres e demais desvalidos, iluminando-os em suas dignidades, desmascarando imoralidades institucionalizadas”, refletem as organizadoras Liana Timm e Cátia Simon.

Em sua trajetória que atravessa cinco décadas, Alabarse atuou como coordenador geral e curador do Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas ao longo de vinte anos, período em que trouxe a Porto Alegre os maiores encenadores da atualidade, entre eles Arianne Mnouchkine, Peter Brook, Pina Bausch, Zé Celso Martinez Corrêa, entre tantos outros. Obteve diversas premiações em espetáculos, direção, produção. Leitor voraz de clássicos e da boa literatura, é também escritor. Publicou os livros Aquele um, Sem essa, aranha – (1984) e Sal na pedra – (1996) – livro compartilhado com Luís Augusto Fischer.

Saiba mais sobre autores e textos que integram a publicação:

Abrão Slavutzky, em Do que ri Kafka?, nos convoca a pensar que o desconhecido assustador está tanto (e antes) na ficção de Kafka como em Freud.

Adeli Sell, em Conto (quase) tudo, discorre em tom memorialístico o que o tornar um porto-alegrense de fato e de direito.

Bebê Baumgarten, em Zoozve, traz a instigante condição de zoozve – uma quase lua e um quase-lugar.

Cátia Castilho Simon, em Pequena herança, nos convida a repensar dogmas e preconceitos institucionalizados.

Cinara Ferreira, em Espelho, discorre em prosa e versos diálogos com referências que lhe são caras.

Cristiane de Mesquita Alves dedica o poema Nova escola de mulheres ao Luciano Alabarse.

Dione Detanico, em Memórias de uma menina (nem) tão religiosa assim, discorre sobre educação religiosa e transgressões.

Dirce Mello, em Com vistas livres para reiventar-se, discorre sobre experimentações e protagonismo.

Fátima Farias, no conto Em nome do pai, da mãe e da filha, desvela relações familiares discriminatórias e abusivas.

Jane Tutikian, em Família, narra acontecimentos que transitam entre o amor e a tragédia.

José Eduardo Degrazia, em O triste fim do polemista, narra, o tormento de um autor que tem sua obra desvalorizada.

Liana Timm, Nas voltas da esquina, nos conduz para o singular momento da experimentação e da criação.

Ligia Savio traz oito poemas que dizem da visão sensível a questões humanas que remontam ao cânone.

Lilian Rocha conta em versos de A cortina e A tela a dor e a delícia de quem circula nos palcos na vida real e na plateia.

Lucia RL Rosa, em Forças que se liquefazem, transita pela prosa poética com a sinuosidade e liberdade própria das águas.

Luciana Éboli, no poema Um lugar, esboça a trajetória do eu-poético no processo de carregar as próprias dores.

Magalhe Oliveira, em Carta ao Mário, convoca o poeta ao diálogo sobre a enchente de maio, em relação à de 1941.

Maíra Baumgarten, no ensaio Ciência, literatura e canção, aponta relações da ciência, da literatura e da canção.

Malu Baumgarten, em Isso não vai ficar assim I e II, nos alerta sobre a efemeridade da vida e suas transformações inexoráveis.

Margarida Montejano, em Transgressão de Medusa, entrelaça a história de Elisa, com a de Medusa.

Marta Cortezão, em O canto do pássaro morto, discorre sobre o processo doloroso de enfrentar o irremediável, a morte.

Naia Oliveira, em Roda da Vida, compartilha histórias da infância e formação profissional em Guaíba e Porto Alegre.

Neli Germano, em 29/06/3123 AC, retoma o drama bíblico da mulher de Lot na experiência dessacralizadora do teatro.

Rute Gusmão, no conto A batalha de todo o dia, nos coloca diante das guerras entre milícia, tráfico de drogas e policiais no RJ.

Vera Ione Molina, no conto Pôr do Sol, narra a história de separação de um casal em meio à rotina de trabalho dela.

Zilá Bernd, no ensaio As cheias de 2024: entre memória e esquecimento, nos convoca a refletir sobre que fazer depois da inundações de maio de 2024, no RS.

Arca de Experimentações
Vários autores (Org. Liana Timm e Cátia Simon)
200 p.
R$ 60
Território das Artes

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