Diários metropolitanos

Publicação reúne seis HQs sobre a Região Metropolitana de Porto Alegre

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Foto: Reprodução

Diários metropolitanos é uma coletânea em que seis artistas contam a experiência de crescer em cidades da região metropolitana de Porto Alegre, e o resultado são histórias repletas de reflexão, nostalgia e a sensação de que tudo é diferente na periferia e ao mesmo tempo tudo é familiar. Idealizada e organizada por Wender Zanon, a HQ traz Excisão, de Gabriel Bulbo (Novo Hamburgo/São Leopoldo); Crepe de salsicha, de Gabriel Andrade (Sapucaia); Carrapicho, de Sarah Escanhuella (Nova Santa Rita); Tudo acontece na Mathias Velho, de Érico Noronha e Wender Zanon (Canoas); Felipe, tá quase na hora e A vizinhança dos gatos, de Felipe Veeck (Porto Alegre).

O livro surge de uma vontade em apresentar histórias que se passam nas cidades que levam o nome de região metropolitana de Porto Alegre. Quantos nomes, eventos, afetos ficam escondidos nesse título ‘Grande Porto Alegre’?

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Nesta obra coletiva, as narrativas são apresentadas em ordem geográfica, indo em direção à capital gaúcha. “Assim como o cenário urbano, esta coletânea gráfica é um lugar onde a gente deposita esforços e certa utopia. Criar ficções, obras culturais, para que algum dia elas façam parte de um imaginário sobre os nossos espaços. Penso que o maior desejo deste projeto é que Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia, Nova Santa Rita, Canoas e Porto Alegre, apresentadas e representadas pelos artistas nestas páginas, sejam conhecidas também por essas histórias”, comenta Wender Zanon.

Diários metropolitanos será lançado na sexta-feira, 22 de agosto, a partir das 19h, no evento Esquenta hipotética, que ocorre na Loja da Brasa (Rua José do Patrocínio, 611, Cidade Baixa – Porto Alegre/RS) e reúne os autores para um bate-papo e sessão de autógrafos. O evento é aberto ao público em geral e tem entrada gratuita. Diários metropolitanos é um projeto realizado com recursos da Lei Complementar n° 195/2022, Lei Paulo Gustavo.

Sobre os autores
Érico Noronha (Brasília, 1991) é graduado em artes visuais pela UFPel, trabalha como ilustrador e quadrinista. Entre suas obras de maior destaque estão Gosto estranho, publicação independente, O novo Wilson Lanchão, publicado pela Escória Comix, e revista BAFO, onde também atua como editor e produtor.

Felipe Veeck (Brasil, 1996) é artista visual e ilustrador. Em suas obras, propõe imaginários que dialogam com vivências periféricas na Grande Porto Alegre usando elementos de nostalgia, infância e cotidiano. Por meio de desenhos digitais, incorpora referências visuais de videogames antigos e ilustrações de livros infantis. Participou de exposições em espaços como Galeria Gazzebo, Casa de Cultura Mário Quintana, Espaço Força e Luz e integrou a 14ª Bienal do Mercosul. Vive em Porto Alegre.

Gabriel Andrade (Sapucaia do Sul, 1997) é bacharel em artes visuais e estuda para se tornar professor de artes. Influenciado por animações, quadrinhos e mangá, começou a desenhar e nunca mais parou. Percebeu-se como artista quando começou a fazer encomendas de desenhos, e isso o direcionou primeiro para o curso de arquitetura e finalmente para o curso de artes. Hoje, mora em Porto Alegre, está começando sua experiência como professor e segue visitando Sapucaia sempre que possível.

Gabriel Bulbo (São Leopoldo, 1997) é artista transmasculino e multidisciplinar. Sua produção traz a dissidência de gênero e o horror corpóreo como forma de reconhecimento do eu, as implicações grotescas de habitar um corpo e a transformação intencional de si. Em sua pesquisa, apropria-se da linguagem narrativa de quadrinhos e fanzines, entre textos soltos, pintura, tratamento digital de imagem e gravura.

Sarah Escanhuella (Canoas, 1999) é estudante de artes visuais na UFRGS e tecnóloga em design gráfico pela Uniritter. Concebe e executa visões criativas para produções, atuando por meio da direção de arte, criação gráfica e captura de imagens que complementam suas produções visuais. Alguns de seus projetos incluem a criação de artes de capa, cenografia e planejamento visual na área da música. Arte-educadora em formação, trabalha a interdisciplinaridade a partir das diversas experiências que circundam o campo criativo.

Wender Zanon (Canoas, 1990) trabalha como produtor cultural desde 2007. Dirigiu os documentários This is Canoas, not POA! (2021), Ensaios sobre uma cidade (2024) e Um filme de BR (2025). Junto com Érico Noronha, lançou a HQ Gosto estranho. Também toca baixo nas bandas Mal dos Trópicos, Assombroso Mundo da Natureza e Paquetá.

Diários metropolitanos
Érico Noronha, Felipe Veeck, Gabriel Andrade, Gabriel Bulbo, Sarah Escanhuella e Wender Zanon
96 p.
R$ 49,90
Editora Hipotética
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