Dez contos de Leonardo Brasiliense sobre singularidades cotidianas

“Tem coisas que definitivamente são para os outros, até o dia em que você é o outro”. Tem algo mais real do que isso? Um casamento, um acidente, uma promoção, ganhar na loteria, ser assaltado, encontrar o pote de ouro no final do arco-íris… Quem nunca pensou nisso? Essa frase está no texto que leva o mesmo nome e que fecha o livro Eu vou matar Maximillian Sheldon, mais recente obra do escritor Leonardo Brasiliense. A obra terá lançamento e sessão de autógrafos na terça-feira, dia 28 de maio, a partir das 19h, no Baden Cafés Especiais (Av. Jerônimo de Ornelas, 431, Porto Alegre/RS). O livro marca também a primeira publicação da Editora Coralina, selo que nasceu em Cachoeira do Sul em dezembro de 2018.

Leonardo é um escritor de momentos. Sua obra – nem tão longa que não possa ser relembrada, nem tão curta que passe desapercebida – vai sendo lapidada a cada novo título, a cada frase que Brasiliense molda com o talento de artesão da palavra. Os escritos falam da vida, das fases da vida, dos medos da vida – de solidão, de abandono, de morte. Mas também de amor e felicidade, é tudo uma questão de ponto de vista. Porque o que é perfeito demais não tem graça: quando as coisas aparentam a perfeição é porque escondem alguma mentira, lembra o personagem do conto que dá título à obra.

“Meu projeto do livro nasceu a partir da leitura de O herói desvalido, da Maria Carpi”, explica o autor. “A partir dali pensei em escrever sobre os heróis de suas próprias vidas”. E assim corre o livro, em 10 contos curtos, que podem ser lidos numa tacada só, amizades perdidas, solidárias, preconceitos, arrependimentos: loucura. E como fechamento, a história que dá nome ao livro, texto que reconta Maximillian Sheldon, composição de Roger Moreira. “Tentei de alguma forma retratar a luta do personagem da música com o superego, uma questão basicamente freudiana que nos censura, reprime, que basicamente nos bota na linha”.

Sobre o autor
Leonardo Brasiliense, é médico mas trabalha como auditor na Receita Federal. Entre suas obras, Adeus, contos de fadas (7Letras, 2006), e Três dúvidas (Companhia das Letras, 2010), – premiados com o Jabuti, e Roupas sujas (Companhia das Letras, 2017), que recebeu o prêmio Minuano

Eu vou matar Maximillian Sheldon
Leonardo Brasiliense
126 pp.
14 cm X 22 cm
978-65-80360-01-7
R$ 36
Editora Coralina

Com informações da assessoria

Literatura RS

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