Poemas sobre orixás em língua Pretuguesa

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre foto de Cecília Burgdurff

A cosmogonia do Sopapo, tambor negro sul riograndense, conta a origem, os princípios e as doutrinas dos doze orixás do Batuque de Nação Oyó Idjexá no sul da Pachamama (América do Sul). Esse é o tema do projeto cultural Sopaporiki, concebido pelo cancionista e poeta Richard Serraria. A proposta é reunir em livro impresso, eBook e audiobook poemas que trazem o plurilinguismo da língua “Pretuguesa” falada no Rio Grande do Sul, com elementos da língua iorubá (sudoeste da Nigéria, parte do Benin, Togo e Serra Leoa) e das várias línguas bantas (faladas por povos originários da África Central e do Sul), quechua, guarani, charrua e kaingáng (faladas por indígenas do Rio Grande do Sul, Uruguai, Paraguai e Argentina), além de espanholismos fronteiriços. 

Serraria explica que a cosmogonia ainda contará a história da ocupação colonial na Bacia do Prata em que o contingente negro se fez presente através da mão de obra escravizada que, além do legado econômico, deixou marcas culturais na região.

Reprodução

A primeira fase do projeto ocorre durante o mês de setembro com o lançamento do audiobook no YouTube, em que 12 mulheres que se reconhecem como negras e 2 mulheres indígenas, dos setores sociais mais variados, como literatura, jornalismo, teatro, música, designer gráfico e cuidado de idosos, do Brasil, Argentina e Moçambique, apresentam os poemas. Chamados por Richard Serraria de neo-orikis, sob a batida dos tambores do grupo de percussão negro sul riograndense Alabê Ôni, os áudios estão disponibilizados gratuitamente em plataformas da internet: Anchor, Soundclound e Youtube.

Foto: Alass Derivas

Após, na segunda fase, será lançado o livro SOPAPORIKI, editado pela Escola de Poesia, com curadoria da poeta Eliane Marques. O prefácio é de autoria de Eliana Mara Chiossi, escritora paulistana radicada no Rio de Janeiro. 

A fase seguinte será a materialização do projeto numa performance de palco em 2021: TamboralituRaS com abertura de vozes no gogó, dança negra dos orixás gaúchos junto aos tambores sopapo, inhá e ilú com chocalho agê.

Acompanhe o SOPAPORIKI pelo YouTube.

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