Por uma autossuficiência da arte

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Arte: Giovani Urio

Um dos mais reconhecidos escritores gaúchos, Celso Gutfreind lança A arte que se baste, coleção de poemas, pela Artes & Ecos em evento no Zoom na quinta-feira, 4 de fevereiro, a partir das 19h. A participação está assegurada para todos que adquirirem o livro pelo site da editora (link externo).

Sobre a obra, José Castello, que conversa com Gutfreind no evento de lançamento, escreve: O projeto de abandonar a linguagem leva o poeta, ainda, a persistir na linguagem. Não há saída. Agora, porém, a linguagem não é mais adorno, é coisa. A lembrança de Ionesco: ‘Nem tudo é indizível em palavras, apenas a verdade viva’. (…) Celso Gutfreind trafega pela linguagem sem pose e sem ilusões. Contesta os que ‘às vezes forçam a forma/ só para agradar o crítico’. Não se trata de adular, ou de enganar, mas de estar junto. O poeta conhece as limitações do faz – e, só porque conhece, continua a fazer. Admite: ‘Ao contrário do que dizem/ a arte me restringe’.

A obra é composta por 85 poemas com epígrafes de Bukowski, João Cabaral de Melo Neto, Paul Anka, Mario Quintana, Jorge Luis Borges, Roland Barthes, Brecht, Kafka, entre outros. Estética da generosidade, copiado abaixo, é um dos poemas de A arte que se baste:

O artista não
é um egoísta:
todo o tornear
de sua língua,

horas a fio a sós
sobre o fio de si
e do mundo é só
para achar o efeito

no teu sentimento:
o artista é escolhido
para devolver. Grande

ou pequeno,
é um generoso
de marca maior.

Sobre o autor
Celso Gutfreind nasceu em Porto Alegre, 1963. Como escritor tem 39 livros publicados, entre poemas, contos infanto-juvenis e ensaios sobre psicanálise. Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior (França, Canadá e Luxemburgo). Tem textos traduzidos para o francês, inglês, espanhol, chinês, e seus livros Narrar, ser mãe, ser pai e Tesouro Secundário foram editados na França. É colunista da Revista Estilo Zaffari. Finalista em nove ocasiões, Celso recebeu o Prêmio Açorianos em 93, com poesia. Foi eleito patronável da Feira do Livro de Porto Alegre, em seis oportunidades. Agraciado cinco vezes, com o Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, também foi finalista do Prêmio Jabuti 2011, e escritor convidado do Clube de Escritores Ledig House, em Omi (EUA), 1996.

A arte que se baste
Celso Gutfreind
96 p.
Editora Artes & Ecos
R$ 37
Compre aqui (link externo)

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