TAG envia livro inédito de Toni Morrison indicado por Conceição Evaristo

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

Dois ícones da literatura se reúnem no kit Curadoria da TAG – Experiências Literárias de fevereiro, com o envio de livro inédito de Toni Morrison indicado por Conceição Evaristo. Sula, publicado originalmente em 1973, é o segundo romance da autora estadunidense e narra a história de amizade, às vezes conturbada, de duas mulheres durante um período de mais de 40 anos. Hoje um reconhecido best-seller, Sula não foi inicialmente bem recebido. No entanto, no ano de 2000, a apresentadora Oprah Winfrey o indicou em seu popular clube de livros, o que fez o romance alcançar uma venda de mais de 800 mil exemplares. Nos anos 1970, entretanto, diversos fatores contribuíam para a sua recepção fria. A pouca visibilidade da literatura negra era um deles, enquanto as cenas de violência sexual, que até hoje figuram como um argumento para banir o livro de escolas norte-americanas –, era outro.

Divulgação

Autora de livros que galgaram avaliações cada vez mais elogiosas e um público devotado, Toni Morrison foi conquistando uma posição de destaque entre os romancistas americanos e uma sequência de prêmios representativos. Foi a primeira mulher negra a figurar no celebrado Book of the Month Club e, em 1993, a primeira escritora negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Sua passagem de quase duas décadas como editora na Random House também merece menção: Morrison teve papel essencial na difusão de escritores negros como Angela Davis e Toni Cade Bambara, além de organizar antologias dos autores africanos Chinua Achebe e Wole Soyinka. De Morrison, a TAG já enviou, com curadoria de Djamila Ribeiro, em março de 2019, o livro O olho mais azul.

Sobre a curadora
Conceição Evaristo é um grande expoente da literatura contemporânea, atuando como romancista, poeta e contista. Foi homenageada como Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti em 2019 e vencedora do Prêmio Jabuti, em 2015. Sua matéria-prima literária é a vivência das mulheres negras e sua produção é repleta de reflexões acerca das profundas desigualdades raciais brasileiras. Misturando realidade e ficção, seus textos são valorosos retratos do cotidiano, instrumentos de denúncia das opressões raciais e de gênero, mas também se voltam para a recuperação da ancestralidade da negritude brasileira, propositalmente apagada pelos portugueses durante os séculos em que perdurou o tráfico escravista.

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