Academia Rio-Grandense de Letras anuncia vencedores de prêmio literário

Cerimônia ocorreu em formato virtual; confira as declarações dos vencedores

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre divulgação

Foram revelados na noite de quinta-feira, 16 de dezembro, os vencedores do Prêmio Academia Rio-Grandense de Letras 120 Anos. Confira os premiados abaixo:

Troféu Alcides Maya (Categoria de Narrativa Longa)

Os supridores, de José Falero

Troféu Simões Lopes Neto (Categoria de Narrativa Curta)

Sobre o fundo azul da infância, de Tônio Caetano

Troféu Carlos Urbim (Categoria de Literatura para a Infância)

A menina que morava no sino, de Celso Gutfreind

Troféu Alceu Wamosy (Categoria de Poesia)

O gesto sensível do mundo, de Denise Freitas

Troféu Dyonélio Machado (Categoria de Dissertação ou Tese Acadêmica)

Nos domínios de “Terceira vigília”: criação literária e edição crítico-genética de romance inédito de Dyonélio Machado (Camilo Mattar Raabe – PUCRS)

Troféu Apolinário Porto Alegre (Categoria de Crônica)

O mapa da República, de Susana Vernieri

A cerimônia ocorreu pelo YouTube da instituição e contou com comentários dos premiados: “Venho de um lugar, da periferia, onde a gente tem consciência de que a vitória de uma pessoa como eu é uma vitória coletiva, de uma pá de gente, uma vitória de uma comunidade, de uma nação”, disse José Falero. Tônio Caetano explicou que seu livro “começou muito tempo antes, na minha infância, com meus irmãos correndo pelas ruas na Vila Vargas, até a oportunidade de publicar”. Denise Freitas, professora da rede pública, denunciou os ataques sofridos pela cultura e educação locais e no país: “Bibliotecas, que deveriam ter excelência, são lugares via de regra abandonados e recebem poucos recursos para aquisição de livros”. “É difícil os estudos ultrapassarem as fronteiras da academia”, disse Mattar Raabe. Celso Gutfreind agradeceu à Academia por acolher o livro e disse ter “uma emoção dobrada pelo troféu ter o nome de um querido amigo, de quem tenho muita saudade e aprendi muito”, referindo-se a Urbim. “Só a literatura salva”, finalizou Susana Vernieri.

Os prêmios foram anunciados pelos acadêmicos Caio Riter, Airton Ortiz, Marô Barbieri, Waldomiro Manfroi, Maria da Glória de Oliveira e Rafael Bán Jacobsen, presidente da ARL. “Os jurados tiveram que trabalhar muito para fazer a seleção dos nomes, tinham muita qualidade, e é sempre muito bom estar aqui para celebrar a literatura”, afirmou Bán Jacobsen, dizendo que a Academia está de portas abertas à sociedade.

A escritora Lya Luft foi homenageada, agraciada pelos acadêmicos com o Troféu Escritora do Ano. Foram lidos trechos da obra da escritora pelo escritor José Alberto Wenzel, que enviou uma mensagem agradecendo: “De um leito do hospital é difícil acreditar em uma homenagem com essa”.

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