Honraria reconhece trabalhos de destaque na área dos quadrinhos no Rio Grande do Sul; confira os vencedores
Edição: Vitor Diel
Foto: Antonio Mainieri/Divulgação
No domingo, 17 de maio de 2026, foi entregue o prêmio Sampaulo, antes conhecido como Troféu Sofrenildo, para pessoas de destaque da cena gaúcha de quadrinhos e também aos vencedores da primeira edição do troféu. O Troféu Sofrenildo de Quadrinhos Gaúchos foi criado com a intenção de laurear quadrinistas com uma trajetória em destaque e obras criadas no Rio Grande do Sul que merecem honrarias e que foram inscritas no prêmio durante o período anterior à sua criação. Ele foi desenvolvido pela Associação dos Quadrinistas do Rio Grande do Sul – AQUARIOS, tendo Guilherme Smee como curador.

Sofenildo foi um personagem de humor criado pelo cartunista gaúcho SamPaulo (Paulo Brasil Gomes de Sampaio), nos anos 1960. Ele se tornou uma das figuras mais queridas da imprensa do Rio Grande do Sul, especialmente nas páginas do jornal Zero Hora, onde foi publicado de 1984 até 1999, ano do falecimento de Sampaulo.
Sofenildo era um sujeito comum, bondoso, honesto e eternamente azarado , era um “sofredor” simpático que representava, com humor e ternura, as dificuldades do cotidiano do cidadão brasileiro. Seu nome já sugeria sua essência: alguém que vive tendo revezes, mas que não perde a humanidade. SamPaulo usava o personagem para comentar, de forma leve e crítica, situações sociais, políticas e culturais, sempre com um toque de melancolia e ironia.
Na ocasião, durante a quarta edição do evento GibiTRI, Thereza Sampaio, irmã gêmea de SamPaulo, e Maria Lucia, sua sobrinha, filha do também cartunista gaúcho Sampaio, foram homenageadas em respeito à memória de SamPaulo. Maria Lucia cantou uma palhinha da música “Amor à Toa”, cuja letra era de seu tio, emocionando a plateia. Em seguida, Denis Pimenta conduziu um bate-papo com os quadrinistas Cris Peter e Daniel HDR, homenageados dessa edição do GibiTRI.


O Primeiro Troféu Sofrenildo, nas categorias melhor obra, melhor roteiro e melhor arte, foi entregue na sequência. Ele teve por volta de 30 inscrições de obras no total. Para a escolha dos finalistas e dos ganhadores, foi utilizada uma média de notas dadas pelos jurados. O corpo de jurados foi composto por pessoas de diversos estados do país, que não têm naturalidade no estado do Rio Grande do Sul.
O júri desta primeira edição foi composto por: Andrea Santos, de Pernambuco; Marina Duarte, do Mato Grosso do Sul; Mhorgana Alessandra, de Minas Gerais; Luiz Andrade, do Amazonas; Verônica Berta e Raphael Fernandes, de São Paulo; Helena Cunha, Gabriel Calfa e Raphael Pinheiro, todos do Rio de Janeiro. O troféu do Prêmio Sofrenildo foi produzido a partir de um desenho de SamPaulo e projetado e modelado por Matheus Mattos da MattosBox.
Os vencedores do Primeiro Troféu Sofrenildo foram:

Sobreviventes da Fronteira, de Fred Rubim, na categoria roteiro;

Vigilante do Centro Histórico, de Djeison Hoerlle e Braian Malfatti, na categoria arte;

Conversas em Porto Alegre, de Pablito Aguiar, na categoria melhor obra. Este troféu foi recebido por Thais Leidens, da Editora Arquipélago, representando o autor, que está morando em Altamira, no Pará.
A organização do GibiTRI agradece aos concorrentes e vencedores e avisa que as inscrições para o segundo Troféu Sofrenildo serão anunciadas nos perfis do GibiTRI e da AQUARIOS e que compreenderão o biênio 2025 e 2026.
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