Cíntia Moscovich ministra palestra na Academia Brasileira de Letras sobre a obra de Lya Luft

O evento gratuito acontece na próxima terça-feira, 25 de agosto, às 16h, na sede da ABL no Rio de Janeiro, e poderá ser acompanhado em transmissão ao vivo pelo YouTube

Edição: Vitor Diel
Foto: Luis Ventura

A escritora e jornalista gaúcha Cíntia Moscovich foi convidada pela Academia Brasileira de Letras para ministrar uma palestra sobre sua conterrânea Lya Luft (1938-2021), na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O evento marca o encerramento do Ciclo Cadeira 41, programação que propõe uma homenagem a nomes que, por diferentes razões, não chegaram a ocupar uma vaga entre as 40 do quadro de membros, mas poderiam ter sido eleitos. A atividade acontece na próxima terça-feira, 25 de agosto, às 16h, com entrada franca, e também poderá ser acompanhada ao vivo em transmissão pelo Canal do YouTube da instituição.

A palestra Anjos, famílias, parceiras: luz e intimidade na obra de Lya Luft convida o público a conhecer a produção ensaística de Lya, com livros como Perdas & Ganhos, Pensar é Transgredir, Múltipla Escolha e O Rio do Meio, que conquistaram público mais amplo do que seus romances. “Foram esses livros, escritos já na segunda metade de sua vida, que aproximaram nossa Lya de milhares de leitores, todos interessados em suas reflexões sobre o envelhecimento, a liberdade, os afetos, a condição feminina e a experiência de viver”, destaca Cíntia.

Para a jornalista, seja na prosa de ficção, no ensaio e na autobiografia, Lya soube transformar o espaço doméstico em cenário essencial, e os vínculos familiares em enredos intrincados e exasperantes. “Em obras como As Parceiras, A Asa Esquerda do Anjo, O Quarto Fechado e Reunião de Família, entre outros, sua literatura busca as sombras que darão lógica à luz, iluminando de repente o sombrio da experiência humana”, acrescenta.

Sobre a autora
Cíntia Moscovich nasceu em Porto Alegre, em 1958. É autora de nove livros, entre eles a novela Duas iguais — Manual de amores e equívocos assemelhados e a coletânea de contos Anotações durante o incêndio, ambos vencedores do Prêmio Açorianos de Literatura. Com Arquitetura do Arco-Íris, foi vencedora do Prêmio Jabuti, em 2005. Com Essa coisa brilhante que é a chuva, conquistou em 2012 os prêmios Portugal Telecom de Literatura e Clarice Lispector (da Fundação Biblioteca Nacional). Em 2026, lançou Baleia Assassina, seu primeiro livro infantojuvenil. Foi publicada na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina. É mestre em Teoria Literária, com especialização na área de oficinas de criação literária. Foi patrona da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre e atuou como diretora do Instituto Estadual do Livro e editora de livros do jornal Zero Hora. Também é professora externa do Curso de Especialização em Escrita Criativa da PUCRS. Integra a Academia Rio-Grandense de Letras.

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