Aforismos em luta antirracista

Ronald Augusto reflete sobre a condição negra e o preconceito racial; obra tem ilustrações de Wagner Mello

Edição: Vitor Diel
Foto: Marco Nedeff/Divulgação

A paciência negra acabou, viu?, novo livro do escritor Ronald Augusto é composto de aforismos sobre a condição negra em situações de racismo estrutural. É uma advertência aos porta-vozes do racismo brasileiro sempre violento, mas naturalizado como uma forma de recreação que serve apenas à sua negação.

Na voz do autor: “Estes breves textos convidam a pensar a fundo a respeito do racismo. São uma tentativa de quebrar o silêncio ao redor do problema pela lente da ironia, contudo a tragédia é tão vasta que não podemos conceder a última palavra ao humor. Portanto, o riso que surge da voz irônica se revela como um sintoma de nossa estupidez e inação perante o supremacismo”, observa Ronald. O racismo à brasileira que ofende sem ofender.

A publicação, com ilustrações de Wagner Mello e design gráfico de Clô Barcellos, foi concebida com caracteres ampliados visando maior acessibilidade. O lançamento de A paciência negra acabou, viu? ocorre no dia 26 de setembro, às 16 horas na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre/RS), às 16h30, com a presença do autor e do ilustrador.

Sobre os autores
Ronald Augusto é poeta e ensaísta. Graduado em Filosofia pela UFRGS e Mestre em Letras (Teoria, Crítica e Comparatismo) pela mesma universidade. É autor de, entre outros, Puya (1987), Vá de Valha (1992), Confissões Aplicadas (2004), No Assoalho Duro (2007), Cair de Costas (2012), Oliveira Silveira: poesia reunida (2012), Decupagens Assim (2012), e O Regresso Pela Porta de Martim (2025). Bem de Boas, editado pela Libretos, é sua estreia em literatura juvenil.

Wagner Mello é artista visual e educador popular. No campo da arte, articula projetos e produz com ênfase na difusão da publicação independente e na ilustração. Sua pesquisa parte de iconografias e arquivos negros, reforçando o vínculo entre o visual, o ritual e o político, assim, sua prática se abre como território de memória, invenção e resistência.

A paciência negra acabou, viu?
Ronald Augusto, ils. Wagner Mello
44 p.
R$ 45
Libretos Editora

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