Pesquisa realiza mapeamento da dramaturgia de mulheres no RS

Propósito da iniciativa é contribuir com a visibilidade ao trabalho de autoras gaúchas de texto teatral entre 2010 e 2021

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

O projeto inédito da escritora, dramaturga e pesquisadora Natasha Centenaro vai mapear a produção de dramaturgia de autoria de mulheres na atualidade no estado do Rio Grande do Sul. O projeto, executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20, contempla quatro etapas: 1. Pesquisa com levantamento de dados quantitativos sobre a produção, publicação e divulgação de dramaturgia de autoria de mulheres em catálogos de editoras, premiações da área e junto aos grupos, companhias de teatro e coletivos artísticos do estado; 2. Identificação do perfil das dramaturgas, através de um formulário de pesquisa preenchido pelas mulheres autoras; 3. Divulgação dos dados coletados em site elaborado para o projeto; 4. Realização de oficina de dramaturgia online voltada exclusivamente para mulheres.

O levantamento de dados vai indicar o número de autoras mulheres que escreveram e ainda escrevem o gênero dramaturgia no estado, desde os anos 2010 até 2021. Para mapear as dramaturgas, a pesquisa utiliza o critério de, ao menos, um texto em formato dramático escrito e publicado (impresso ou online) e/ou um texto ou roteiro de peça encenado (presencial ou virtualmente).

Para identificar o perfil das mulheres autoras já está circulando de maneira online pelas cidades do estado, o formulário em que constam algumas perguntas, tais como: a faixa etária; a cor/raça; a cidade; o período em que a mulher atua como dramaturga; se exerce outras atividades artísticas e/ou profissionais; a quantidade de textos encenados e/ou publicados; se participa de grupos, companhias de teatro ou coletivos artísticos; se ela se identifica como dramaturga; além de perguntas que objetivam entender as dificuldades de divulgação do trabalho e a falta de reconhecimento a essa atividade. O formulário, que está disponível neste site (link externo), foi pensado justamente para compreender os diferentes perfis e posteriormente traçar estratégias de visibilidade e divulgação. As respostas serão recebidas até a primeira quinzena de agosto.

Os dados coletados serão analisados e divulgados em um site criado especialmente para o projeto. No site também haverá um espaço para colaboração de textos teóricos, ensaísticos e de análise sobre temas pertinentes à dramaturgia e dramaturgia de autoria de mulheres. O lançamento do site está previsto para o mês de setembro, concomitantemente à realização de uma oficina de dramaturgia no formato online, em modo síncrono, voltada para mulheres acima de 18 anos, residentes no Rio Grande do Sul. Ressalta-se que 50% das vagas estão destinadas às mulheres autodeclaradas negras, indígenas e transexuais.

O projeto, inédito no estado, pretende fomentar o debate sobre a invisibilização e a falta de reconhecimento ao trabalho das mulheres dramaturgas. Esse debate é imprescindível no cenário cultural, artístico, literário e teatral, tanto no Rio Grande do Sul, quanto no país, pois sabe-se que a dramaturgia de autoria de mulheres, assim como a literatura escrita por mulheres, necessita de mais apoio, de visibilidade e divulgação, seja no mercado editorial, nos meios de comunicação, nas premiações das áreas e, inclusive, junto aos próprios agentes culturais e perante o público.

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