TAG Trilhas Vozes Negras é a novidade do clube de leituras

Projeto é composto de box com sete livros de autores diversos e plataforma digital com conteúdos que promovem experiência imersiva

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

A TAG – Experiências Literárias está lançando um novo produto literário, a TAG Trilhas que, em sua primeira edição, imerge na produção de autores negros. A TAG Trilhas Vozes Negras é composta por uma coleção de sete livros em edição exclusiva, revista e plataforma multimídia online que se complementam e ampliam as abordagens das obras. Produzidos em diferentes épocas, de temáticas e nacionalidades diversas, os sete títulos são: Úrsula, de Maria Firmina dos Reis; Amada, de Toni Morrison; Clara dos Anjos, de Lima Barreto; A autobiografia de minha mãe, de Jamaica Kincaid; No seu pescoço, de Chimamanda Ngozi Adichie; Dentes brancos, de Zadie Smith e O avesso da pele, de Jeferson Tenório. Já o conteúdo online apresenta playlists de leitura, textos complementares e debates com grandes nomes dos cenários nacional e internacional, como Criolo, Conceição Evaristo e Grada Kilomba.

O conceito do projeto Trilhas é unir literatura e experiências imersivas sobre grandes temas. No caso da TAG Trilhas Vozes Negras, as obras são apresentadas em ordem cronológica a partir do contexto histórico dos seus enredos, e estão conectadas a macroabordagens. Para isso, um gráfico ilustrado que lembra o mapa de uma rede de metrô acompanha o material, ‘conduzindo’ o leitor através de uma sugestão de ordem de leitura das obras associada ao conteúdo online da plataforma, onde é aprofundada a interseccionalidade dos títulos. As tramas, mesmo distantes no tempo e na geografia, são perpassadas por temáticas comuns, como as de gênero, feminismo e raça presentes em Amada, cuja história se passa em 1863, e No seu pescoço, que acontece nos anos 2000; ou por questões de masculinidade e negritude presentes em Dentes brancos, da britânica Zadie Smith e O avesso da pele, do brasileiro Jeferson Tenório.

Divulgação

Os títulos foram escolhidos por um comitê de curadoria composto por Fernando Baldraia, editor de diversidade da Companhia das Letras, editora a cujo catálogo pertencem as obras, e Fernanda Bastos e Luiz Mauricio Azevedo, idealizadores da editora independente Figura de Linguagem e colaboradores da TAG, e que estão envolvidos com a TAG Trilhas Vozes Negras desde suas etapas iniciais. Longe de esgotar o universo de autoria negra na literatura, e tampouco de esgotar o tema da vivência negra, a seleção das obras se propõe a ressaltar a criatividade negra na escrita, celebrando a pluralidade das diversas vozes negras que escreveram — e escrevem — ao longo dos tempos, além de deslocar os olhares do leitor para o entendimento do passado, analisar o contemporâneo e a projetar um futuro que é diverso, empático e com equidade.

“Quando a TAG me convidou para idealizar essa coleção eu pensei que seria uma grande oportunidade de desmistificar e retirar o véu de preconceito sobre o conceito de literatura negra. Porque as pessoas acham natural você ter curiosidade de conhecer a literatura francesa ou alemã, mas criam uma barreira sobre o resultado da transformação da experiência da diáspora negra, que é tão valiosa para a arte em tantas linguagens e claro a literatura incluída. Muitas autoras e autores poderiam ser mencionados nessa coleção, mas, para além do fato de que as obras escolhidas têm muita qualidade, elas possibilitam que o público se engaje com a iniciativa ininterrupta de ler mais autores negros, enriquecendo sua própria cultura literária”, afirma Fernanda Bastos.

As obras escolhidas para o projeto não são ao acaso, unidas apenas pela autoria negra, mas foram selecionadas para compor um mosaico diverso e amplo da produção literária de autores negros e trazer diferentes épocas, temáticas e nacionalidades concatenadas para formar uma verdadeira imersão na vivência negra através da literatura. “Estética e raça são dois conceitos que venho estudando e relacionando sem qualquer receio, porque são essenciais para a teoria literária que pratico. A matéria-prima da literatura é a vivência social, que é condicionada pelas materialidades que nos constroem. A pauta do racismo tem ajudado a potencializar diversas vozes negras, dando-lhes o status que merecem ou ao menos lhes tirando da total invisibilidade. A TAG, com essa coleção, dá uma amostra de como o mercado editorial pode contribuir para essa luta”, completa Luiz Mauricio Azevedo.

Além da experiência multimídia e da coleção contendo os sete livros, a TAG Trilhas Vozes Negras é acompanhado de uma revista exclusiva com detalhes sobre o contexto histórico das obras e dados sobre cada autor, além de mimos como ecobag e caneca temática. Interessados também poderão adquirir somente o acesso à plataforma online. A TAG Trilhas está em pré-venda no site da TAG (link externo), com entrega prevista para outubro.

O projeto também irá distribuir assentos sociais à plataforma virtual mediante autodeclaração em formulário, e fazer a doação de edições do box para coleções de bibliotecas e instituições públicas e comunitárias do Brasil.

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