Livreto celebra artesanato Kaingang

Publicação tem distribuição gratuita em cidades da Serra Gaúcha

Edição: Vitor Diel
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

Foi lançado na manhã de 13 de setembro, na Floresta Nacional de Canela, o Livreto do Artesanato Kaingang. O material foi contemplado no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, da Secretaria de Cultura do RS em parceria com a Fundação Marcopolo, através da Lei Aldir Blanc.

O Livreto do Artesanato Kaingang reúne peças da cestaria e outros itens típicos deste povo originário do sul do Brasil e da Serra Gaúcha. Há muitas centenas de anos, os Kaingang confeccionam recipientes e ferramentas essenciais para seu modo de vida, como cestos para transporte e coleta de pinhão, frutas e ervas medicinais feitos com diversas taquaras e cipós oriundos da mata nativa.

A publicação é impressa em papel reciclado, em formato A4 e possui 24 páginas. São 500 exemplares disponíveis gratuitamente pelas cidades de Canela, Gramado e São Francisco de Paula.

Fotos: divulgação

A cerimônia de lançamento contou com roda de conversa, onde o Cacique Maurício falou do processo de confecção do livro e sobre a forma como é feito o artesanato na aldeia Konhun Mág. Também foram abordadas questões diversas da luta kaingang e indígena, entre elas as idas a Brasília na luta contra o PL490 e o Marco Temporal, em votação no STF. O cacique tocou o uãixim, também conhecido como “arquinho de boca”, instrumento feito em taquara com uma corda, de mais de 1,5 metro (semelhante ao berimbau), herdado de seu pai, Zílio Salvaor, falecido há quatro anos. Por fim, todos os integrantes da aldeia realizaram apresentação cultural, com cantigas e dança próprias da etnia kaingang.

Os membros da aldeia Konhun Mág estão de quinta a domingo ao lado da Catedral de Pedra apresentando estas e outras peças para venda. Eventualmente, também em Gramado, na Praça das Etnias. Em breve será anunciada uma live em que será relatado o processo de execução do material. E, ainda este mês, deverá ser lançado o documentário sobre a luta Kaingang em Canela, fruto de outro projeto do mesmo edital.

A equipe de trabalho foi formada pelos kaingang: Cacique Maurício Salvador, capitão Oséias Crespo e as senhoras kofá, mulheres sábias da aldeia; e pelos fóg (não-indígenas) Fernando Gomes, Ana Oliveira, João Ferraz, Cilon Estivalet e Fabrício Pilla, além de muitos outros apoiadores.

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