Baixo, guitarra e bateria

Márcio Grings registra em livro 34 textos e 140 fotos de bandas como The Who, Deep Purple, Rolling Stones e Black Sabbath

Edição: Vitor Diel sobre texto da assessoria
Arte: Giovani Urio sobre reprodução

Sabe aquela sensação de arrebatamento ao presenciar um show de rock ao vivo? É disso que fala o livro Quando o Som Bate no Peito, do jornalista, escritor e produtor cultural Márcio Grings. Trata-se de um compilado com 34 resenhas que misturam histórico dos artistas e impressões pessoais sobre performances internacionais de nomes como Bob Dylan, Paul McCartney, Rolling Stones, The Who, Roger Waters, Eric Clapton, Buddy Guy, Deep Purple, Black Sabbath, entre tantos outros.

Além dos relatos, a obra tem cerca de 140 imagens, mais da metade destacadas em um álbum colorido. Os cliques foram feitos por 18 fotógrafos profissionais, alguns com passagens por importantes veículos de imprensa.

Quando o Som Bate no Peito soa agora ainda mais pesado, como um solo improvisado de bateria. Em sua essência, o livro já é histórico. Documento de uma época”, afirmou o jornalista e fotógrafo Fábio Codevilla, que contribuiu com várias imagens para o livro, durante evento virtual de lançamento em junho deste ano.

Roger Waters por Fábio Codevilla

O título resgata uma expressão usada para descrever a prática multissensorial de se assistir a uma banda ou músico in loco, algo que fica claro durante a leitura. Isso porque os textos não se resumem a simples análise técnica das apresentações, mas buscam situar o leitor diante da trajetória dos artistas resenhados e das referências do autor, um fã de música inveterado desde meados dos anos 1980.

“É a visão de um repórter em primeira pessoa, ininterruptamente em busca pela captura do registro documental de um show, quase sempre tentando ver aquilo que muitos não veem”, afirma o escritor.

Em seu nono trabalho no universo literário, Grings traz o olhar apurado de quem tem a música como fundamento artístico. É essa atenção, somada a uma escrita crítica refinada por anos na atividade do jornalismo cultural, que nos leva a descrições apuradas, jogando luz nos bastidores ou detalhes que talvez o ouvinte comum não perceba em meio a um espetáculo musical. “Como repórter ou produtor de eventos ligado ao blues e ao rock, tenho noção de que muita coisa rola nas entrelinhas. Como esquecer aquele bate-papo com Willie Walker enquanto ele enxugava uma garrafa de Domecq? Com um taco de bilhar na mão, Willie ‘Big Eyes’ Smith me confidenciou que estava prestes a lançar um disco com Pinepop Perkins (que ganharia o Grammy poucos meses depois). Dan McCafferty, vocalista do Nazareth, ficou sem ar e, do backstage, pude vê-lo recorrendo a um balão de oxigênio para retomar o fôlego. Coisas assim não estão no palco ou aparecem no telão, mas também fazem parte do espetáculo”, diz o autor, que também explica como trabalhou para aprimorar os próprios escritos:

Deep Purple por Fabiano Dallmeyer

“Na busca de uma harmonização dos relatos compilados no livro, reescrevi boa parte do material que já tinha publicado on-line, logo depois dos shows. Assim, procurei manter o roteiro prescrito nos originais, mas também o revi, corrigindo equívocos e ampliando a experiência resenhada. Assisti vídeos dos shows, ouvi centenas de canções, novamente conferi os setlists, subtraí repetições, reli biografias e livros similares, numa atenta checagem das informações, nunca omitindo a inequívoca voz inicialmente descrita em meus blocos de anotações.”

Lançamento da Memorabilia Store, Quando o Som Bate no Peito contém 224 páginas e aproximadamente 140 fotos — sendo 71 coloridas encartadas em um libreto de 40 páginas em papel couchê. As imagens foram clicadas por 18 fotógrafos: Adriana Franciosi, Ana Bittencourt, Camila Gonçalves, Carlos Macedo, Cris Santoro, Ericson Friedrich, Fabiano Dallmeyer (in memoriam), Fábio Codevilla, Fábio Mattos, Gika Oliva, Isadora Neumann, Juliana Pozzatii, Lauro Alves, Pablito Diego, Rafael Cony, Ton Müller, Yuri Weber e Zé Carlos de Andrade.

Mais detalhes neste hotsite (link externo) desenvolvido pelo designer Giovani Faganello. A página foi pensada para aguçar os sentidos e promover a primeira experiência com o livro, transportando leitores aos shows que inspiraram Quando o Som Bate no Peito.

Sobre o autor
Márcio Grings nasceu em Santa Maria/RS, em 1970. Apresentou programas de rádio, foi colunista em jornais e sites. Toca harmônica na Harvest Moon, é repórter musical, produtor cultural, publica e edita livros independentes. Já atuou em mais de 100 coberturas internacionais credenciadas no Sul do Brasil. Seus conteúdos podem ser conferidos em gringstours.com.br, gringsmemorabilia.com.br, e youtube.com/memorabilia. Também é criador de Oficina de Pardais, projeto que levou o haicai até escolas públicas de ensino fundamental.

Quando o Som Bate no Peito
Márcio Grings
224 p.
R$ 70
Compre aqui (link externo)

Apoie Literatura RS

Ao apoiar mensalmente Literatura RS, você tem acesso a recompensas exclusivas e contribui com a cadeia produtiva do livro no Rio Grande do Sul.

Literatura RS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s