Minha rotina: Susana Vernieri

“Como fui jornalista durante muito tempo, não preciso de silêncio, espaço físico especial ou tempo específico para escrever”

Edição: Vitor Diel
Arte: Giovani Urio sobre foto de acervo pessoal

Susana Vernieri é gaúcha de Porto Alegre, formada em direito pela PUCRS e em jornalismo pela UFRGS. Tem mestrado e doutorado em Literatura Brasileira pela UFRGS. É autora de livros de poesia, conto, romance, novela, crítica literária, infantil e infantojuvenil. Recebeu três prêmios: Prêmio Açorianos da Prefeitura de Porto Alegre, em 2009, pelo livro de contos As grades do céu (contos); Prêmio Jordão Emerenciano, da prefeitura do Recife, em 1999, pelo ensaio O Capibaribe de João Cabral em O rio e o Cão sem plumas: Duas águas?, e o Prêmio Apolinário Porto Alegre, da Academia Rio-grandense de Letras, na categoria Crônica, com o livro O mapa da República, de 2019. Também foi duas vezes finalista do Prêmio Minuano do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul nas categorias Infantojuvenil, com o livro O mapa da República, e Contos, com o livro Letra morta.

Convidada desta edição da série Minha rotina, Susana compartilha abaixo seus processos de escrita, leitura e criação. Confira!

Você tem uma rotina para escrita? Você escreve diariamente?
Não tenho rotina para escrita. Geralmente escrevo na madrugada, como estou fazendo agora respondendo esta entrevista. Quando estou produzindo um texto maior, como a novela Sonho de cinza, que foi escrita em um mês, no final do ano passado, escrevo todos os dias.

Você elabora algum planejamento para a produção dos seus livros?
Não. Vou escrevendo e arquivando textos. Escrevo muito e durante a pandemia aproveitei o isolamento para produzir bastante. O resultado foram nove livros editados em três anos.

Fotos: acervo pessoal

Além da escrita, você se dedica a outras atividades criativas?
Sim, adoro cozinhar, dirigir meu Jeep Renegade e fazer fotografias. Tenho uma máquina Cannon profissional e as fotos de Copo de mar, um livro de poesias editado pela Libretos, são ilustrados com fotos minhas do litoral gaúcho e de Santa Catarina.

Qual plataforma ou editor de texto você utiliza para escrever? Por quê? E como organiza os arquivos?
Uso o Word. Sempre usei desde que surgiram os primeiros computadores. Tenho familiaridade com este editor há muitos anos. Meus arquivos são copiados para um pen drive que sempre está comigo. Carrego na carteira e tenho outro em casa.

O que uma escritora precisa para escrever?
Como fui jornalista durante muito tempo, não preciso de silêncio, espaço físico especial ou tempo específico para escrever. Desenvolvi o hábito de redigir sob as piores circunstâncias. Muitas vezes, em viagens a trabalho, precisávamos mandar matérias para o jornal dos lugares mais inóspitos e até à mão escrevíamos para passar o texto por telefone.

Foto: Marco Nedeff

Quais autores e autoras são os seus preferidos e quais livros vocês recomenda?
Por formação, gosto muito de literatura brasileira. João Cabral de Melo Neto foi meu objeto de estudo no mestrado e no doutorado. Também aprecio muito João Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade. Recomendo Dom Quixote de la Mancha, um livro que, conforme Foucault, em As palavras e as coisas, é fundador da literatura moderna.

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