Escritora conduz o leitor por uma narrativa sensível e envolvente sobre escuta, memória e descoberta, numa trama que cruza arte e história latino-americana
Edição: Vitor Diel
Arte: Reprodução
Em A mulher que ouvia os quadros, Chris Cidade Dias leva-nos a acompanhar Clarissa, que parte do Brasil rumo a Toledo, na Espanha, movida por um impulso inesperado — e acaba presa em uma cela, onde o tempo e a imaginação passam a se entrelaçar.
Entre o silêncio da prisão e as lembranças da infância, Clarissa passa a ouvir as vozes das obras de arte, como se cada quadro guardasse histórias, afetos e segredos. Nesse percurso, o romance revela uma jornada íntima de autoconhecimento, costurada por encontros simbólicos com mulheres e pela força da arte como linguagem de transformação.
Com uma escrita delicada e imagética, Chris Cidade Dias constrói uma trama que atravessa fronteiras geográficas e subjetivas, convidando o leitor a perceber que, por trás de cada imagem, há camadas invisíveis — e que, talvez, ouvir seja também uma forma de pertencer.
Envolta em uma trama de mais de quatro séculos, onde um clã de mulheres, entre descendentes astecas e espanholas, A mulher que ouvia os quadros mistura ficção e fatos históricos, percorrendo quase 500 anos de segredos entre mães e filhas.
“A narrativa de Chris Cidade Dias é ora uma pedra no calçamento da cidade medieval, ora o sol passando por vitrais. A autora usa tela, cores e brilho para retratar Clarissa como a mulher que aprende com a força de outras mulheres. Uma personagem simbólica que mostra a possibilidade de pertencermos a algo antes mesmo de saber quem somos”, pontua a escritora Lu Thomé na orelha.
Com mais de vinte anos dedicados à literatura, a autora já assinou mais 50 livros voltados ao público infantojuvenil. E agora se propõe a atravessar uma nova fronteira criativa com o romance A mulher que ouvia os quadros.
“Assino esse novo caminho como Chris Cidade Dias, nome que carrega em si o trânsito entre territórios: a infância e memória, do visível ao oculto, da palavra ao símbolo. Com esse nome inauguro uma fase literária voltada ao público adulto, onde o passado encontra o presente e a ficção se abre como espelho e abismo”, explica.
A programação de lançamento inicia no Dia Mundial do Livro, 23 de abril, quinta-feira, às 18h, com sessão de autógrafos e 19h30 – pocket show literário musical com Tatiéli Bueno.
No dia 25 de abril, sábado, às 17h, acontece um bate-papo da autora com Cintia Moscovich e Claudia Tajes. Tudo será realizado na Livraria Clareira (Rua Henrique Dias, 111 – Bom Fim – Porto Alegre/RS).
Com coordenação editorial de Rafael Bassi e Diego Zanella como editor-chefe, o título está em pré-venda no site da editora.
Sobre a autora
Chris Cidade Dias é uma escritora gaúcha, educadora e contadora de histórias, reconhecida por sua literatura infantil e infantojuvenil. Formada em Letras e Psicopedagogia, Chris é idealizadora do projeto cultural itinerante “Kombina”, que leva arte e leitura a crianças. Foi finalista do Prêmio Jabuti e recebeu o Troféu Açorianos de Literatura e da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

A mulher que ouvia os quadros
Chris Cidade Dias
112 p.
R$ 66
Casa de Astérion
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