Escritora tem agenda de lançamento na capital gaúcha nos dias 7 e 8 de maio
Edição: Vitor Diel
Foto: Divulgação
Cidinha da Silva vem a Porto Alegre para dois eventos de lançamento do livro Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: nós e os livros, publicação que reúne 16 ensaios que investigam as tensões, armadilhas e insurgências que atravessam a experiência de escritoras negras no mercado editorial. No dia 7 de maio, quinta-feira, às 19h, a autora participa de um bate-papo com Natália Borges Polesso na Escola de Humanidades da PUCRS (Avenida Ipiranga, 6681 – Partenon). No dia 8, sexta-feira, também às 19h, Cidinha participa de uma roda de conversa com Luciany Aparecida, Taiamsin Ohnmacht e Nanni Rios na Livraria Baleia (Rua dos Andradas, 351 – Centro Histórico).
A trama deste novo título da Coleção Nos.Otras – destinada a publicações em prosa de não ficção do melhor do pensamento crítico de mulheres latino-americanas – é construída a partir de três fios: o casulo, a lagarta e a borboleta, que correspondem, por sua vez, ao cerceamento da liberdade criativa, à exigência constante de justificativa e explicação do que se escreve, em vez da discussão sobre como se escreve, e à ira organizada que se transforma em enfrentamento político e estético.
Entre convites indignos, políticas de representatividade limitadoras e expectativas que confinam escritoras negras ao papel de eternas educadoras da branquitude, Borboletas furiosas desnuda os mecanismos sutis e explícitos de controle e silenciamento. Cidinha da Silva confronta o mercado editorial e a sociedade literária brasileira, recusando o lugar estreito que historicamente destinam às mulheres negras. O futuro, afirma a autora, não é a promessa abstrata da inclusão, mas as asas abertas das mulheres negras que ousam escrever, criar e insurgir
Sobre a autora
Cidinha da Silva é escritora e ensaísta. Publicou, entre outros, de Um Exu em Nova York (Pallas), premiado pela Biblioteca Nacional, em 2019; O mar de Manu (Autêntica), premiado pela APCA, em 2022; Vamos falar de relações raciais? Crônicas para debater o antirracismo (Autêntica), semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico e finalista do Prêmio Jabuti, ambos em 2025; e Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior: 81 Lições do Método Sueli Carneiro (Rosa dos Tempos/Record). Integrou o júri de diversos prêmios literários, tais como: Jabuti (crônicas), Prêmio São Paulo, Prêmio Cidade de Belo Horizonte (dramaturgia), Prêmio Sesc (contos e romance), Prêmio Kindle, Prêmio Barco a vapor. Seus livros integram políticas públicas de formação de acervo, como o PNLD. Tem textos traduzidos para o alemão, catalão, espanhol, francês, inglês e italiano.

Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros
Cidinha da Silva
144 p.
R$ 59,90
Relicário Ediçõe
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