Caio sempre vivo

Exposição reúne correspondências inéditas e retratos da intimidade de Caio Fernando Abreu no Multipalco Eva Sopher

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Foto: Dulce Helfer/Divulgação

No ano que marca os 30 anos da morte de Caio Fernando Abreu, o Multipalco Eva Sopher (Rua Riachuelo, 1089 – Centro Histórico – Porto Alegre/RS) recebe a exposição Caio Quintessencial. A mostra reúne fotografias de Dulce Helfer, que registrou o escritor gaúcho em momentos de rara intimidade, lado a lado com textos de ou sobre o autor. A abertura será na quarta-feira, 14 de outubro, às 18h30, com entrada franca. A mostra ficará em cartaz até 2 de novembro, com visitação gratuita diariamente, das 10h às 20h.

Com curadoria do jornalista Salus Loch, a exibição reúne um acervo de vivências, trabalhos e textos do escritor, com itens de Amanda Costa e Juarez Fonseca, além de materiais de veículos de comunicação. Entre os destaques está o mapa astral de Caio F, produzido pelo próprio, e correspondências inéditas, escritas por Caio para o amigo Luciano Alabarse. A exposição é uma realização da Casa da Memória Unimed Federação/RS, com apoio da Unimed Porto Alegre, Sescoop/RS, Unicoopmed, Fundação Theatro São Pedro, Secretaria da Cultura (Sedac), Instituto Estadual do Livro e Associação de Amigos Lígia Averbuck.

“O visitante encontrará duas facetas de Caio lado a lado — o que posou para as lentes de Dulce, capturado em gestos cotidianos e silêncios eloquentes, e o que se revela nas páginas, nos manuscritos e nas palavras que ainda não haviam sido publicadas. É a quintessência: o essencial, o que restou depois de tudo o que já se conhecia”, explica Loch.

Um ciclo que percorreu a cidade

A mostra marca a etapa final da Jornada Caio Quintessencial – As múltiplas faces de Caio Fernando Abreu. Ao longo de 2026, o ciclo com produção de Amanda Costa e Flávia Cunha levou a obra e o pensamento de Caio a cinco espaços culturais de Porto Alegre — o Instituto Estadual do Livro (IEL), a Casa da Memória Unimed Federação/RS, o Memorial do Ministério Público, o Goethe-Institut Porto Alegre e a Cinemateca Capitólio. Cada espaço recebeu uma faceta de Caio, autor de clássicos como Morangos Mofados e Onde Andará Dulce Veiga?, cujos textos traduziram, como poucos, as inquietações de seu tempo.

Encerramento na Feira do Livro

A jornada, porém, ainda reserva uma última atividade. No dia 31 de outubro, na Feira do Livro de Porto Alegre, será lançado o livro alusivo ao ciclo, organizado pela doutora em literatura Amanda Costa – amiga do escritor – e por Flávia Cunha, jornalista e mestra em literatura.

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