LRS Pergunta: Qual é o papel da literatura num país sob o Governo Bolsonaro?

Texto: Vitor Diel
Fotos do Governo Federal: Flickr do Palácio do Planalto
Arte: Giovani Urio

Reincidentes manifestações de desprezo pelo conhecimento e pelas Ciências Humanas, desrespeito às classes docentes e discentes, uma abordagem privatista sobre serviços constitucionalmente assegurados pelo Estado, cortes nos orçamentos das universidades federais. Estas são algumas das demonstrações que o governo de Jair Bolsonaro tem dado sobre seus valores em relação às estruturas democráticas e setores específicos da sociedade brasileira em pouco mais de cinco meses de vida. Com tamanha pressão imposta sobre os trabalhadores da Educação e sobre a vida cultural do Brasil, e com a permanente desconsideração pela arte e suas construções subjetivas, Literatura RS consultou vinte profissionais das letras do Rio Grande do Sul para saber: qual é o papel da literatura num país sob o Governo Bolsonaro?

Ciente de que inexiste um verdadeiro debate político que ignore as vozes das populações negras, LGBTQ e das mulheres, Literatura RS tentou buscar um equilíbrio entre os vinte perfis consultados neste mosaico de opiniões. Entre as diferentes perspectivas, é possível delimitar um ponto em comum: a consolidação de uma ideia de que a literatura está necessariamente arraigada às experiências coletivas, em alguma de suas pontas, e ao desvelamento das subjetividades — algo que, em maior ou menor grau, é manifestado por todos os autores e autoras consultados. Reside, no fundo desta iniciativa, a intenção de iniciarmos uma reflexão sobre a função social da literatura, seus desdobramentos e implicações.

Os nomes tiveram plena liberdade na composição de seus comentários. Confira o resultado abaixo.

Alessandro Garcia, escritor, autor de A sordidez das pequenas coisas

“O nosso governo atual é o de um sujeito que cita torturador como herói e ditadura como vitória. Um país que ovaciona e empossa um sujeito como esse está deficiente de ver o outro. E a literatura, em suas narrativas, também é forma de mostrar o outro: e só vendo e sendo empático com o outro é possível não voltar a deixar o terror acontecer. O papel da literatura, também neste cenário que vivemos, é o de continuar criando narrativas possíveis de serem vistas como o ponto de vista do outro. E isso é um bem social e pessoal do qual não podemos prescindir.”

Alexandre Brito, escritor, presidente da Associação Gaúcha de Escritores

O que quer o que pode esta Língua? 
fragmentos de uma liberatura infringente

o estorvo o corvo a flor no asfalto 
o berro a peste as crinas do vento
o joio o jogo a queda para o alto
o sorgo o fogo a história do tempo
.
o fumo o tombo o lobo da estepe
a faca a lâmina o cão sem plumas
o magma a chama o claro enigma
a fenda a festa o olho da lira

.
um sonho um sopro uma algaravia
um louco um rosto uma babel
um gauche um quase eu uma tabacaria
um nem um nunca a tez do papel

.
o calcanhar de adão a costela de aquiles 
o labirinto de creta e as heras de osiris
o magma de eva o homem duplicado
as asas de dédalo e o pão multiplicado

.
a palavra fala a língua da relva e do espanto
flauta vertebrada obus agapanto
fala a língua insubordinável dos libelos
papiro anti-abismo anti-cérbero

.
o cinema novo o teatro do absurdo
o sentimento e a máquina do mundo
a cavalgada das valquírias as veredas do sertão
a canção do dia de sempre o sim e o não

.
as páginas de ontem as páginas de hoje
as páginas de agora as páginas de então
as páginas da vida vivida ou inventada
fazem brotar a brisa do impossível chão

Ana Paula Cecato, professora, coordenadora do curso de extensão Tessituras: formação de mediadores para programas de leitura e colunista de Literatura RS

“A literatura para a infância e a juventude propõe, para seu leitor em formação, o fomento à imaginação, condição tão necessária para que saibamos respeitar as diferenças, conviver uns com os outros, conhecer outras experiências de vida. E, porque não dizer também, para que saibamos viver numa democracia. Na democracia, há o ideal de que todos têm voz e devem ser ouvidos — inclusive as crianças e jovens. Creio que os livros literários para esses públicos carregam leituras muito peculiares e sensíveis do mundo, operadas através de imagens e palavras que têm muito a nos contar, poetizar e ‘ensinar’ — sobretudo para os adultos, gente grande e teimosa cheia de razão que insiste em fazer besteira.”

Atena Beauvoir, escritora, autora de Phóda e colunista de Literatura RS

“É o da crítica contundente, veraz e inteligente. Acreditar que a literatura não possua uma função social é como um arquiteto que sai construindo prédios sem saber para que vai construir aqueles prédios. Ou cirurgião que realiza um corte sem identificar quais as necessidades da cirurgia. Ou de um docente que ensina sem saber para que(m) o conhecimento será válido. Escritores e escritoras que não entendam que a literatura é a luta existencial materializada em palavras, coadunam com o maior aliado do Governo Bolsonaro: a economia intelectual.

Caio Riter, professor e escritor, autor de Os saberes da água

“Nestes tempos tão sombrios, em que discursos preconceituosos e cruéis abandonam os porões, a Literatura surge como possibilidade de transgressão, de resistência, pela possibilidade de aproximar pessoas, pela ousadia de ativar os sonhos, pela força de se constituir como um oásis neste universo repleto de nãos. Ler (e escrever também) nunca foi tão fundamental: leitura que não seja mera fruição, mas que possa também, ao mergulhar nos desvãos do humano, apontar para a construção de uma sociedade melhor que esta que se apresenta. Quando colocam muros à nossa frente, é a Literatura (e a Arte como um todo) que nos dará asas para transpor a hipocrisia que se esconde por traz de um discurso moralizador.”

Duan Kissonde, escritor, poeta e graduando em História

“Acredito que o papel da literatura, principalmente aquela que é produzida pelas vozes que não fazem parte do cânone, possui um papel de força política muito forte a nível de pensamento. Não existe literatura sem escritor e não existe escritor sem leitor, então justamente agora que a extrema direita tenta tomar conta do país, inclusive com um projeto de total aversão a literatura, a leitura e ao livro (leis de incentivo à ignorância), não é suficiente para escritor sair por aí gritando aos quatro ventos o quanto a literatura salva vidas (e salva, mesmo!), mas também é nosso dever ser inimigo declarado do ‘cidadão de bem’, do racista, do machista, do homofóbico e transfóbico, seja bolsominion ou não.” 

Fernanda Bastos, escritora, autora de Dessa cor e colunista de Literatura RS

“A literatura é o que fazemos dela. Foi denúncia para Carolina Maria de Jesus, que a usava para desvelar o mito da democracia racial, mostrando o planeta fome que era de Elza Soares e dela, e também nosso, ainda que não de todos ― há quem seja, nessa mesma terra, do planeta privilégio. Carolina e outras, que vieram antes e depois dela, usam a literatura para arrancar o véu da promessa de que a arte é separada da sociedade, da política. Por isso, negam que elas façam literatura. Mas é justamente por não haver essa separação, de quem tantos no meio literário se orgulham, que as manifestações anti-intelectuais e fascistas nos acompanham quando escrevemos, produzimos e lemos livros. A onda grotesca que nos afoga aparece no Palácio do Planalto e também em outras tantas manifestações da sociedade, como na rejeição aos corpos e escritas negras, no desejo de cortar nosso lugar de fala, no ressentimento se ocupamos espaços, no cinismo das práticas curatoriais de premiações, festivais e oficinas. No campo acadêmico, que está sendo tão duramente atacado, o fascismo já estava na espreita, mas ninguém se importava com seus efeitos, quando eles só atingiam os outros ― havia feministas brancas lá que viram tudo, enquanto as feministas negras, de fora, esgoelavam-se apontando para o óbvio. A literatura que se anuncia neutra inexiste como essência. Mas, assim como a raça, emerge com a prática. Ao crítico do leitor sensível que se assusta agora com o fascismo, vale lembrar que ele o alimentou com papinha. A literatura é o que fazemos dela, e, se estamos insones ou cataplasmados, ela responderá não acima, mas diante de tudo e de todos.”

Guto Leite, professor, escritor, autor de talvez um instrumento o que se houve ao fundo e colunista de Literatura RS

“Acho que o papel da literatura é preservar o humano diante do avanço das forças abomináveis (ex)capitaneadas pelo Bolsonaro. Pensar, sentir, propor, criticar, sorrir, duvidar, chorar, amar etc; pela literatura, e assim resistir. Tem um verso do meu livro mais recente que diz que a poesia é “o mais perto que houve de uma tecnologia”, pensando numa caravela que encontre a terra devastada no futuro. Ainda acredito muito nisso. O mais perto que temos de uma verdadeira tecnologia é produzido por escritoras e escritores. Por isso, a literatura tem um papel fundamental contra a barbárie.”

Jeferson Tenório, escritor, autor de Estela sem Deus

“Historicamente a literatura sempre teve um papel de contestação, principalmente em ambientes mais hostis como o que vivemos atualmente, entretanto, não me parece que o trabalho estético possa atuar diretamente no combate ao governo fascista de Bolsonaro. Creio que isso seria limitar a capacidade da literatura. Isso significa dizer que a literatura existe, antes de tudo, por uma necessidade subjetiva e difusa. Portanto, não cabe a ela uma interferência social. Por outro lado, é com a literatura que conseguimos manter nossa humanidade, é com ela, e talvez só por ela, que somos capazes de frequentar outras vidas. Outras experiências. E talvez esse seja o papel principal da literatura frente a governos autoritários: perceber as pessoas. Ser com elas. Estar com elas. Ser afetado por elas. E é nessa comunhão estética que lutamos, internamente, todos dias, para não deixarmos de sermos humanos.”

José Falero, escritor, autor de Vila Sapo

“Os falantes de zulu e xhosa poderiam descrever a minha opinião sobre o papel da Literatura no contexto sócio-político atual com uma única palavra: ‘ubuntu’, ou, numa tradução livre, ‘sou o que somos todos’. Na forma como vejo as coisas, todo e qualquer ato humano — e isso inclui o fazer literário — só apresenta sentido quando concebido e praticado em favorecimento coletivo, sobretudo neste momento trevoso a que fomos conduzidos justamente pela mentalidade oposta. Mais do que nunca, a Literatura precisa ser fruto de amor pelos outros, o que, no fundo, vem a dar no mesmo que amor próprio.”

Julia Dantas, escritora, autora de Ruína y Leveza

“Qual é o papel da literatura num país sob o Governo Bolsonaro? Eu gostaria de poder dizer que é revolucionário. Gostaria de poder dizer que a literatura vai nos salvar, abrir caminho para nos livrar dos preconceitos, da mesquinhez imperante, da violência contida em cada palavra dessa vergonha de presidente. Mas não sei se posso. A verdade é que a literatura alcança pouco no mundo real e político que habitamos. O poder da ficção está em outro lugar: os seres de papel atuam sobre o simbólico, modificam apenas emoções e ideias ou, no máximo, o que alguns chamam de alma. Um livro pode mudar nossa cabeça, mas não pode mudar um decreto presidencial. É um fato que me entristece. Mas quando olho para o povo em gestos de armas, para o desprezo aos professores, quando ouço os gritos de ódio, percebo que é no imaginário que está nossa maior doença. Talvez, então, a literatura seja mesmo transformadora, agente de uma revolução lenta, silenciosa e por trás dos panos. Nas frestas desses tempos sombrios, estaremos ali, lendo e escrevendo, trabalhando pela manutenção de cada mínimo feixe de luz.”

Lilian Rocha, escritora, poeta e autora de Menina de tranças

“Vivemos em um período de escassez, onde impera o culto à ignorância nos ditames do autoritarismo. Justamente, nesses momentos históricos, a literatura é extremamente importante e estratégica devido a sua capacidade de nos restabelecer a sensibilidade, a reflexão, o senso crítico sobre a realidade. A literatura nos inquieta e nos força a construir uma identidade individual dentro de uma coletividade, que se auto recria. Em um Brasil que necessariamente deve passar por um questionamento e por uma tomada de consciência de sua sociedade, a literatura pode dar o suporte para mudanças de atitudes, valores e comportamentos.”

Luiz Mauricio Azevedo, escritor, autor de Pequeno espólio do mal e colunista de Literatura RS

“Algumas pessoas compartilham a crença delirante de que a literatura tem caráter apolítico, sem qualquer relação com o meio social onde está inserida. Outras, as não-muito-burras, sabem que a literatura é um dispositivo verbal, que utilizamos para nos relacionar com o mundo em toda sua dimensão (antropológica, cultural, sociológica…) Tendo, como sou, a concordar com elas. É evidente que essa relação é dinâmica e, como tal, está sujeita a fatores como historicidade, conjuntura e materialidade, afinal, não se faz literatura no vazio. Na vida adulta não há ilhas. Meu argumento aqui – e em todo lugar que eu vou – é de que o papel da literatura, na sociedade distópica de Bolsonaro, é mostrar com nitidez aquilo que as pessoas desejam esquecer: as coisas são complexas e nossos problemas não podem ser resolvidos com bravata, miopia intelectual e camiseta amarela.”

Maya Falks, escritora, poeta e autora de Poemas para ler no front

“Diria Paulo Freire que a educação não muda o mundo, muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo. Defendo a mesma máxima para as artes. Livros ameaçam regimes autoritários – não à toa a queima de livros é ação recorrente destes, a própria inviabilização de publicações é um movimento nesse sentido. Há prova maior do poder da literatura? Nós, literatos, temos nas mãos o poder de contar nossa história e sutilmente conscientizar nossos leitores sobre a importância de se combater o avanço do autoritarismo. Não podemos ficar apáticos diante da barbárie. Sob nosso poder há uma grande arma: a palavra.”

Nanni Rios, proprietária da Livraria Baleia e produtora cultural

“Acho que o papel da literatura, em qualquer tempo, é carregar consigo as marcas daquele tempo, fazer registro, retrato, mas também ser campo de diálogo, transformar e ressignificar símbolos e acontecimentos. Linguagem é liberdade em tempos de opressão. O silêncio é veneno. E se o Brasil está vivendo novamente sob um governo tirano e de inclinações fascistas é porque não lemos/escrevemos/falamos o suficiente sobre o que passamos em outras épocas. Da mesma forma, se ainda vivemos opressões históricas e não-oficiais como o genocídio da população negra e a criminalização da pobreza, é porque não demos a devida atenção a autoras e autores que tratam destes assuntos. Num país sob o Governo Bolsonaro, o papel da literatura é nunca nos deixar esquecer.”

Natalia Borges Polesso, escritora, autora de Amora

“O papel da Literatura que já está aí no mundo é criar um oásis, um espaço à parte, onde todas as coisas são possíveis e onde podemos ainda nos emocionar, nos arrepiar, nos enxergar até e continuar aprendendo. O papel da Literatura que está sendo escrita agora é garantir que teremos a narrativa dessa desgraceira, é garantir a memória deste tempo. Continuar a escrever agora é ocupar os espaços criativos, de arte, de cultura para que não sejam usurpados de nós.”

Ronald Augusto, poeta, autor de Entre uma praia e outra

“Em primeiro lugar, esse é um ‘governo de loucos’ (Lula dixit) que se orgulha de sua ignorância e de seu desdém em relação à cultura, à educação e ao pensamento. As formas de enfrentamento, determinadas por Bolsonaro, relativamente a esses problemas fundamentais para uma nação que tem alguma veleidade de se destacar nos campos científico e tecnológico, restringem-se ao mais baixo revanchismo punitivo. O Governo Bolsonaro entende o pensamento e o debate democrático de ideias como ações perversas de ideologias ‘comunistas’ que devem ser varridas do mapa a qualquer custo. Portanto, os campos da cultura e da educação são vistos como inimigos do atual governo porque podem favorecer um pensamento não tutelado e crítico. Diante de um quadro tão catastrófico, o papel não só da literatura, mas de qualquer gesto reflexivo ou inventivo, é o de simplesmente seguir em frente em sua experiência criativa. Escrever, atuar, cantar, ensinar, pensar, dançar, encontrar amigos para trocar ideias etc., levar adiante esses desejos – mesmo que tudo aconteça sem uma motivação necessariamente revolucionária –, em vista do cenário tão reacionário e violento, o simples seguir em frente é algo que já não diz mais respeito aos fracos. Quem segue em frente, hoje, é antes de tudo um forte.”

Samir Machado de Machado, escritor, autor de Tupinilândia

“Sempre podemos voltar aos clássicos em busca da compreensão de como o mundo e o espírito humano nos trouxeram até esse ponto onde estamos, mas será sempre a literatura contemporânea quem irá pegar o caos de nossa realidade cotidiana e tentar nos ajudar a interpretar e dar sentido não só ao mundo em que vivemos, mas às pessoas com quem (querendo ou não) convivemos. Em tempos de Bolsonaro, a literatura de ficção não é só uma questão de ordenar o caos da vivência, mas de encontrar ilhas ou terras perdidas de sanidade em meio à insanidade reinante.”

Tobias Carvalho, escritor, autor de As coisas

“Não acredito que a literatura tenha ou deva ter um papel, em países com ou sem um Bolsonaro na Presidência. Não concordo com discursos que defendem que a literatura nesse momento tem que estar voltada para isso, para a política, para o embate de frente. Na minha concepção, a literatura sempre serviu para suprir o leitor de provocações, de perguntas, e não de respostas. Revolucionário, para mim, em um momento em que a cultura é quase palavrão, é continuar produzindo arte sem mover uma vírgula. Arte poderosa, sim, que venha de dentro, e que quase sempre é política, já que, no nosso contexto, é impossível que estar do lado da arte não seja tomar um lado. Os artistas (e não a arte) têm um papel no Brasil do Bolsonaro: fazer o possível para resistir a esse show de horrores e continuar criando do jeito que sempre fizeram, cada vez mais.”

Valesca de Assis, escritora, autora de A ponta do silêncio

“A literatura, nos tempos ásperos que ora vivemos, tem um papel gigante: contra tudo e contra todos, ela vai mostrar luzes e trevas, amores e traições, raízes e sonhos, mortes e renascimentos. Vai tratar de identidades culturais e de falsos perfis; da guerra e da paz. Das conquistas e das derrocadas. Do medo e da coragem. A literatura mostra, apresenta, põe em cena. Os que souberem ler haverão de reconhecer-se. Os vetores da literatura são os pais, os avós, os professores, os escritores, os contadores de histórias e muito mais gente. Ouçamos a nossa coragem, onde quer que esteja. E sejamos gigantes.”

Literatura RS

Uma resposta para “LRS Pergunta: Qual é o papel da literatura num país sob o Governo Bolsonaro?

  1. Gostei do que li a respeito do assunto tratado. Não somos obrigados a um alinhamento político-governamental, mas temos o dever de saber onde estamos em relação ao trabalho de escritor, que precisa decifrar o que está por trás do que vemos e fazemos. A escrita é a ferramenta. O céu é o nosso teto e as estrelas as nossas luzes e não podemos ficar com medo porque apagaram a luz do poste em frente a nossa casa. Os governantes passam, a arte permanece. Nós permanecemos, nela e com ela.
    Cumprimento todos pelo que disseram, e, em especial, o escritor Tobias Carvalho.

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