Canções de crime e morte em versão pocket do Porto Alegre Noir

Edição: Vitor Diel
Arte: Giovani Urio

No dia 8 de agosto, às 19h, a Padula Livros (R. Cel. Fernando Machado, 997) recebe a primeira edição do Porto Alegre Noir Pocket: Murder Ballads – as histórias de crime e morte na música popular. “A versão pocket chega para ampliar o espectro temático do evento, abordando manifestações diferentes da ficção de crime. Depois de falarmos sobre literatura, cinema e quadrinhos, agora vamos falar sobre música. A ideia também é levar o PAN a outros públicos, em lugares mais intimistas e contribuir com a cena cultural da cidade”, comenta Cesar Alcázar, um dos idealizadores do evento.

Maria Elvira, da banda The Murder Ballads Club,
participa do bate-papo. Foto: Divulgação

Narrar histórias de assassinato por meio da música é uma tradição que vem de tempos distantes, passada oralmente de geração em geração até os primeiros registros conhecidos, datados da Idade Média. É nos Estados Unidos do século XIX que essas baladas de morte ganham sua cara mais conhecida, criando um repertório que ainda resiste e continua a inspirar seus descendentes modernos no rock and roll, blues e country. Artistas como Johnny Cash, Nick Cave, Bob Dylan e Joan Baez foram alguns dos tantos que cantaram crimes verdadeiros ou puramente ficcionais. E para falar sobre essa distinta tradição, o Porto Alegre Noir Pocket reunirá três músicos da cena portalegrense para um bate-papo: Ron Selistre, desenhista e músico, ex-vocalista e guitarrista da Damn Laser Vampires, possui um trabalho musical solo, o Solomon Death e escreve/desenha a revista mensal “Contos do Darkside Café”; Maria Elvira, professora, vocalista e compositora da banda The Murder Ballads Club; e o músico Rodrigo Fernandez.

Literatura, cinema e – agora – música embalam os encontros do Porto Alegre Noir

Porto Alegre Noir é um evento cultural e de caráter temático, dedicado à literatura policial e ao cinema de inspiração noir. O objetivo da iniciativa é reverenciar um dos gêneros de literatura e cinema mais cultuados por fãs e admiradores de todas as idades, geração após geração. “O Porto Alegre Noir surgiu a partir da constatação de que a literatura policial e o cinema noir possuem uma legião de fãs que dialogam, sem preconceitos, entre as duas formas de manifestação artística: os livros e os filmes. Unir as duas vertentes em um único evento reforça e valida o verdadeiro objeto de culto que é o noir, um conceito por vezes vago e misterioso, tão bem expresso pela estética das luzes e sombras e pelos desvios morais da alma humana, características presentes nas melhores obras do gênero”, explica Jorge Ghiorzi, também idealizador do PAN.

Em abril de 2019, aconteceu a segunda edição do Porto Alegre Noir e trouxe uma extensa programação que incluiu workshops, debates, exposição, mostra de filmes e um espaço para venda de livros policiais, de suspense e mistério. Entre os bate-papos, À Sangue Frio – o crime verdadeiro e a literatura, com Rafael Guimaraens, Sandra Abrano e Luiz Gonzaga Lopes, A lendária Coleção Amarela da Livraria do Globo, com Sérgio Karam, Paula Ramos e Samir Machado de Machado e Dashiell Hammett e os 90 anos de Safra Vermelha, com Júlio Ricardo da Rosa e Juremir Machado da Silva. Na mostra de cinema noir, ganharam destaque quatro dos seis diretores da programação, que sofreram perseguições durante o período do McCarthismo nos Estados Unidos: Cy Endfield (Justiça Injusta, 1950), Edward Dmytryk (Até a Vista, Querida, 1944), Abraham Polonsky (A Força do Mal, 1948) e Joseph L. Mankiewicz (O Ódio é Cego, 1950).

Da assessoria

Literatura RS

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