A rendição à Arte

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Arte: Giovani Urio

Na origem de tudo, uma nota. Galáxias, grãos de areia, você, eu: tudo foi criado pela nota amarela, a nota da Criação, o som perfeito. Quando a cellista Jacqueline du Pré sobe ao palco para o concerto mais emblemático de sua vida, parte em busca dessa nota, sem saber o preço por sua audácia. Enquanto executa o Concerto para Violoncelo de Elgar – regido pelo maestro Daniel Barenboim, com quem recém havia se casado –, Jacqueline mergulha no labirinto da própria mente, atravessando claridades e escuridões à procura da perfeição. O cello, vivo junto a seu corpo, por vezes é a tábua de salvação que a impede de se afogar; por outras, o traidor que aponta o caminho mais perigoso entre as pedras e as ondas. A performance da jovem e talentosa musicista junto à New Philarmonia Orchestra foi registrada pelo documentarista Christopher Nupen, um testemunho do arrebatamento proporcionado e sentido por ela, e o livro cumpre uma das mais importantes funções da literatura: trazer a palavra para dentro do vazio das imagens. Depois daquela tarde em 1967, a violoncelista mais famosa do mundo, que tocava para reis e presidentes, entenderia as consequências de sua busca pela nota impossível.

A nota amarela – seguida de Sobre a escrita – um ensaio à moda de Montaigne, livro de Gustavo Melo Czekster, está em pré-venda pelo site da Editora Zouk com exemplares autografados (link externo).

“Um romance que comecei a pensar quando tinha 16 anos de idade, precisei passar por oficinas de literatura, precisei ler muito, precisei viver um bocado, para enfim escrevê-lo e ganhar meu título de Doutor erm Escrita Criativa. Um livro cheio de histórias por dentro e por fora, uma declaração de amor (e de medo) sobre a entrega absoluta à Arte”, conta o autor em seu Facebook.

Sobre o autor
Gustavo Melo Czekster é advogado, formado em Direito pela PUC-RS, mestre em Letras (Literatura Comparada) pela UFRGS e doutorando em Escrita Criativa pela PUC-RS. É escritor, autor de dois livros de contos: O homem despedaçado (Dublinense, 2013) e Não há amanhã (Zouk, 2017). Com o segundo livro, foi vencedor do prêmio Açorianos 2017 (categoria Contos), do prêmio AGES de Literatura (categoria Contos e categoria Livro do Ano) e do prêmio Minuano de Literatura (categoria Contos), tendo sido finalista do Prêmio Jabuti 2018 (categoria Contos).

A nota amarela – seguida de Sobre a escrita – um ensaio à moda de Montaigne
Gustavo Melo Czekster
Romance
238 p.
14 x 21 cm
R$ 45
Editor Zouk
Compre aqui (link externo)

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