Álvaro Santi resgata história da Banda Municipal de Porto Alegre

Publicação pela Libretos reúne pesquisa de oito anos sobre banda criada originalmente em 1925

Edição: Vitor Diel
Foto: Zeca Oliveira/Divulgação

Este não é o livro de um historiador, mas tem história. Tampouco seria um livro de musicologia, mas tem música. Menos ainda poderia o autor considerar-se um cientista social, mas tem sociedade e cultura. É uma obra instrutiva e instigante para as pessoas que vivem em Porto Alegre ou que amam esta cidade e também a música e que, como o escritor e músico Álvaro Santi, não tiveram o privilégio de ouvir uma retreta da Banda Municipal nos bancos do antigo Auditório Araújo Vianna, junto à praça da Matriz.

No decorrer de sua pesquisa, ao longo de 8 anos, sobre a história da Banda criada em 1925, Santi também catalogou as partituras da antiga Banda Municipal de Porto Alegre. São mais de 700 títulos que compunham o repertório executado pela Banda entre os anos de 1926 e 1963, um precioso acervo.

“Atribui-se ao escritor Erico Verissimo uma frase, citada volta e meia com orgulho pelos porto-alegrenses: ‘Eu venho de uma cidade onde existe uma orquestra sinfônica’. Poucos sabem, entretanto, que, para sua consolidação, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre contou com apoio decisivo da Banda Municipal, que por força de um convênio assinado em 1953 emprestou-lhe seus instrumentistas de sopro, seu acervo, seu local de ensaios e outros recursos. O episódio representou mais um passo rumo à extinção da Banda, então já em decadência, com quadro de pessoal reduzido e apresentações esporádicas. Reativada em 1976, desde então ela sobrevive com parcela mínima dos vultosos recursos de que dispôs no passado, quando teve papel de destaque no projeto de modernização da cidade”.

Banda Municipal de Porto Alegre – História, Música e Cultura será lançado oficialmente na terça-feira, 8 de setembro, às 18h30, no Centro Cultural da UFRGS (Rua Eng. Luiz Englert, 333 – Farroupilha, Porto Alegre/RS). Na ocasião, Álvaro Santi conversa com a professora Luciana Prass sobre a obra. Logo após, sessão de autógrafos. O livro tem edição de Pedro Haase Filho, coordenação editorial e projeto gráfico de Clô Barcellos, e conta com o financiamento do chamamento público 005/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB POA – Fomento 2024).

Sobre o autor
Álvaro Santi (Lajeado RS, 1964) é músico e escritor. Bacharel em Música e mestre em Letras (UFRGS); especialista em Gestão e Política Cultural pela Universidade de Girona (Espanha). Em 2023, lançou Os tons de tudo (Ed. Bestiário), seu sétimo livro de poesia; e em 2024, Política cultural: entre discursos e práticas (Ed. Appris). Recebeu os prêmios Ufrgs/Troféu Armindo Trevisan pelo livro de estreia Viagens de uma caneta por meus estados de espírito (UFRGS, 1992); e da Associação Gaúcha de Escritores (Ages) pelo livro Luta+vã (Libretos, 2012), entre outros. Como compositor, intérprete e instrumentista, lançou em 2011 o CD Trem da Utopia. Integrou o Colegiado Setorial de Música e o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), junto ao Ministério da Cultura. Também foi membro do Conselho Estadual de Cultura. Na Prefeitura de Porto Alegre, atuou como técnico em cultura por 26 anos, tendo coordenado o Fumproarte e o Observatório da Cultura; e integrado os conselhos de Cultura, do Livro e Leitura e o Comitê de Economia Criativa.

Banda Municipal de Porto Alegre – História, Música e Cultura
Álvaro Santi
376 p.
R$ 100
Libretos Editora
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