Reforço para bibliotecas

Edição: Vitor Diel com texto da assessoria
Arte: Giovani Urio

As bibliotecas e o público leitor do Rio Grande do Sul contam com um novo reforço na renovação de seus acervos. O programa Biblioteca Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) é uma ação que pretende distribuir, ao logo de 10 anos, 100 mil livros para diferentes acervos públicos e institucionais do estado. Os livros Travessia da Amazônia e Cartas do Everest, do escritor Airton Ortiz, são os primeiros títulos do projeto, que vai contemplar obras dos acadêmicos da ARL.

A distribuição será feita pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (SEBE), pela Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, pela Federação dos Municípios do RS e pela própria Academia. O SEBE, da Secretaria Estadual de Educação, distribuirá 5.200 livros para as 2.550 bibliotecas das escolas públicas do Estado; a SMED distribuirá 400 livros para as 99 escolas municipais da capital; a Famurs distribuirá 1.000 para cada uma das bibliotecas públicas dos 496 municípios gaúchos; e a ARL distribuirá 600 livros (300 de cada) para patrocinador, imprensa, biblioteca central de cada Estado, acadêmicos e demais academias do gênero do Brasil.

A iniciativa da entidade, patrocinada com exclusividade pelo grupo Zaffari, tem por finalidade incentivar a leitura entre os estudantes do Estado, distribuindo uma coleção completa para bibliotecas públicas municipais e escolares. Cada título contará com um encarte instruindo os professores a como melhor utilizar os livros em sala de aula. Será criado um canal no YouTube onde a autora do projeto pedagógico Aluno Leitor, professora Ana Paula Ferreira Xavier, estará à disposição dos professores e coordenará perguntas dos alunos que serão respondidas on-line pelos escritores. Será criada também uma página no Facebook, para que os estudantes troquem postagem e comentários sobre os livros; outra no Instagram, onde os alunos divulgarão fotografias sobre seus trabalhos em sala de aula, e uma conta no Twitter para os estudantes postarem suas críticas sobre as obras literárias.

Segundo o presidente da Academia, o escritor Rafael Bán Jacobsen, “a atualização contínua do acervo das bibliotecas públicas e escolares é essencial para fidelizar o público que já frequenta esses espaços e, sobretudo, para atrair novos leitores. Contribuindo para essa demanda, a Academia cumpre um papel social.”

A Academia Rio-Grandense de Letras é a mais antiga instituição cultural gaúcha, fundada em 1901, e é composta de 40 membros. Sua sede preserva uma pinacoteca com obras doadas e uma biblioteca com livros de escritores do Estado, além de documentos de memória da instituição. Mantém um concurso literário, já na quarta edição, que premia um autor gaúcho, além de livros nas categorias crônicas, conto, romance, infantil, poesia e tese acadêmica.

Visite o site da ARL aqui (link externo).

Sobre as obras

Travessia da Amazônia mostra a aventura do autor no percurso do rio Amazonas desde sua nascente até o Atlântico, uma aventura de costa a costa da América do Sul. O autor saiu de Lima, no litoral ocidental do continente, e chegou a Belém, no litoral oriental, traçando uma rota onde pudesse navegar pelos rios amazônicos. Percorrendo os rios em barcos que transportam cargas e/ou passageiros, cada trecho da viagem durava de alguns poucos dias até uma semana. Nesse tempo, Ortiz estabeleceu um contato bem próximo com as populações locais. Além do contato com a natureza, Ortiz conviveu com indígenas no Peru e na Colômbia, visitou aldeias, conversou com guerreiros, chefes e pajés. 

Cartas do Everest mostra um lado menos conhecido de Ortiz, que presenteia o leitor com o gênero ficção, embora a narrativa traga elementos familiares de aventura: a história de um montanhista amador. Cansado de ser derrotado pela vida, Cláudio Adônis Montenegro está determinado a vencer. Acompanhado por dois grandes amigos, astros do alpinismo internacional, ele parte para o Everest em sua terceira tentativa. A pequena expedição, planejada para ser um rápido e seguro passeio montanha acima, é surpreendida por uma tragédia descomunal. E, diante de uma realidade tão brutal, Cláudio alcança uma grandeza que não imaginava possuir.

Sobre o autor
Com 22 livros publicados ─ entre reportagens, crônicas, romances e um infantil ─, Airton Ortiz ganhou o Prêmio ARI de Jornalismo Cultural e foi finalista do Prêmio Esso de Jornalismo. Criador do gênero Jornalismo de Aventura, atualmente Ortiz dedica seu tempo a viajar pelo mundo em busca de histórias interessantes e personagens extraordinários.

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